terça-feira, 8 de setembro de 2009

Vasculhando Sotãos...














***
Sei que esperavas a minha resposta há mais tempo... desculpa, tanta coisa ultimamente tem acontecido!

E eu fiquei sem"espaço" para te falar de amor... Porque foi disso que me falaste!
Tenho pensado que às vezes se chama amor a qualquer coisa de tão único e especial que se calhar nem existe... e esquecemos-nos de chamar amor a tantas outras coisas... Não será também um acto de amor permitir que alguém nos traga dependentes? Confiarmos tanto numa pessoa que pomos nas mãos dela o nosso sentimento de segurança, de bem estar, de pertença, não é isso uma forma de amor? Ou o amor tem de ser altruísta? Não vejo como possa ser! Ou podemos amar sem depender? Não sei como!
Ou não podemos chamar amor ao desejo? Ou podemos desejar sem amar? Sim, podemos... mas o que fica quando o desejo se concretiza e se constroi um laço? Não poderá ser também uma espécie de amor?
Amiga, achas que sou eu que quer emprestar um sentimento nobre, como o amor, a sentimentos "menores" como o desejo ou a necessidade de segurança.

Como vês, tenho mais dúvidas do que certezas, mas sabes? Sinto-me confortável com estas dúvidas!
de Boop - 21/07/2007

Perguntas e respostas-on-line

Inspirado pela inundação na casa de uma amiga minha, devido ao vizinho de cima ter problemas nos tubos da água, lembrei-me de perguntas colocadas pelos leitores nos painéis-on-line e no fórum de um site sobre HIV. Algumas eram tão patéticas, que mais pareciam ter origem em pessoas que queriam brincar com algo muito sério, ou que tivessem um prazer mórbido em fazer com que os infectados pelo HIV fossem considerados um perigo para a sociedade.
Esta pergunta que vou colocar em jeito de chalaça, comparada com muitas que por lá vi, até poderia merecer uma resposta, sem que a pessoa que respondesse á mesma perdesse o bom senso e respondesse de forma irónica.
Espero que não me venham a dar respostas á mesma no entanto ela aqui fica, para que alguém comparando-a com outras perguntas, se aperceba do pensamento e dos conhecimentos sobre o HIV que muitas pessoas ainda têm.
“Por cima da minha habitação mora um casal que tem sida. Acontece que os tubos na casa dele rebentaram e provocaram uma inundação da minha casa. Estou muito preocupada que as águas dos banhos e da sanita ,que caíram na minha casa, possam ter a sida, tanto mais que para limpar a água do chão eu andei descalça e tenho uns pequenos cortes nos pés que por vezes sangram. O meu namorado também andou descalço e no dia anterior esteve a cortar as unhas dos pés e a unha grande sangrou. Já não consigo dormir só a pensar nisto. Alguém pode ajudar-me? “
Em futuros textos a escrever, irei publicar algumas dessas perguntas feitas por pessoas reais, para que uns possam rir-se um pouco da ignorância e falta de cultura hivica, e para que outros possam achar que as perguntas são absolutamente normais.
de R. Rudoisxis em Agosto/2006

DESEJO
Penso-te,
Qual cascata de gotas,
Lágrimas emocionadas que te envolvem.
Enquanto os gestos se ajeitam
Ternamente,
Tal como quando se completavam
Ao desaguar naquela baía,
Aquela frase que me deste:
“Adoro amar-te!”,
Meus dedos levam-me
A correr,
Célere,
Por cada pedaço de ti.
de Cris 26/10/2008

Indefinições
As pessoas que me conhecem sabem que eu sou decidido. Não sou nada de deixar as coisas nas meias tintas, nem tão pouco de saltar de um lado para o outro ao sabor dos meses ou das posições que dão mais jeito. Já a minha ciática, não. De Fevereiro a Agosto ataca a direita, de Setembro a Dezembro ataca-me a esquerda. Só é neutra em Janeiro. Acho que é para ver onde param as modas. Mas não sei o que hei-de chamar a esta desgraçada desta dor. Se oportunista se inoportuna de uma figa. Vá lá decide-te, caramba. Eu preciso saber para que lado devo dormir.

PS. Até ao endireita eu já fui... por isso nada de sugestões. Eu sei que é para meu bem, amigos... mas não é isso.. é também a PDI que me faz ser rabugento.
de PreDatado 25/02/2004

7 comentários:

  1. Não acho que amor e desejo possam ser separáveis.

    ResponderEliminar
  2. Ainda bem que voltaste.

    Estes "vasculhanços" trazem sempre bom material.
    Duas reflexões:
    - o amor tem muitas faces, cada qual com a sua forma de ser; umas vezes ternura, outras solidariedade, às vezes desejo; mas sempre, sempre, compreensão e partilha;
    - se a estupidez pagasse imposto, adeus crise!

    ResponderEliminar
  3. Querida Fatyly

    Belas partilhas encontradas no "sótão da blogosfera".

    Grato peloteu trabalho de pesquisa de postagens muito interessantes.

    Beijinho.

    ResponderEliminar
  4. Há muitas definições para o amor:)
    Agora cada um aplica a sua:)
    Quanto ao caso do HIV, deu-me para rir, a extrema ignorância de certas pessoas!
    Beijocas

    ResponderEliminar
  5. Tudo bem?

    Quanto ao comentario do hiv, compara-o com aquela reles revista que vejo muita gente a ler a Maria.

    Só atrofia a mente das pessoas, como podem ler aquilo.

    beijocas

    ResponderEliminar
  6. Mfc
    pensando bem (e como tu me fazes pensar) de facto nas mil formas de amar deverá haver as mil formas de desejo!

    Peciscas
    Rapaz tinha mesmo que voltar né? mas foi uma semanita bem estafante mas muito gratificante.
    Subscrevo na integra as tuas reflexões e olha que apesar de tanta informação há dias ouvi "algo ainda mais estúpido" e claro sem pápas na língua disse o que tinha a dizer e neste Portugal a estupidez há muito que deveria pagar imposto:)

    Beijocas e obrigado pela vossa opinião:)

    ResponderEliminar
  7. Vicktor
    Gosto de vasculhar os sotãos porque há coisas sempre actuais.
    A tua oficina é recheada e com um sotão fabuloso que já o li quase todo, mas amanhã irei pôr a leitura em dia:)

    Wind
    Há de facto imensas definições e cada um sente o amor à sua maneira e sempre tão dificil de ser escrito.
    Também ri e lembrei-me deste post do Raul, sempre actual e que deve ser relembrado, como muitos que ele tem, para que exista menos estupidez e ignorância, por vezes de pessoas que se consideram bem informadas.

    Sideny
    Já ouvi falar dessa "Maria" mas sinceramente nunca a li, mas sei que constam perguntas do mais disparatado que há e todas elas têm uma resposta esclarecedora.
    Se é verdade não sei, mas se por vezes ouvimos o que ouvimos já nada me admira!

    Beijocas e obrigado pela vossa opinião

    ResponderEliminar