sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

É assim...
















que enfrento os altos e baixos da vida vivendo um dia de cada vez.

De cabeça para baixo fica-se com uma visão diferente dos momentos de susto, sufoco ou até desânimo, mas não paro e rapidamente dou a volta e volto à mesma posição: de frente sem perder "o sorriso com o grito do Tarzan" e o próximo ano que se aproxima, se for o meu destino de continuar VIVA, será mais um igual aos 59 que já passei.

Não faço balanços, o que passou...passou e aqui fica "uma das doze passas, não me importo ser a décima terceira" da meia noite que assustará quem não me conhece...ou talvez não!

BOM ANO 2011:)

domingo, 26 de dezembro de 2010

E o povo é que paga!

Sócrates diz que não há caminho alternativo à austeridade











A austeridade «é o único caminho que protege o país e que defende o interesse nacional - caminho que temos de percorrer com determinação, para que possamos, finalmente, virar a página desta crise e garantir um futuro melhor para a nossa economia e para todos os portugueses», considerou José Sócrates.

(...)Estas tarefas vão contar com o seu empenho e a sua motivação. «Os portugueses sabem que não sou de desistir, nem sou de me deixar vencer pelas dificuldades. Pelo contrário, é nestes momentos que mais sinto a energia interior e o sentido do dever para apelar à mobilização dos portugueses», declarou o líder do Executivo.(...) (TSF-Rádio Notícias)

****************

Claro que sim, a austeridade é o único caminho, mas caminho esse não percorrido por V.Exª. e os seus parceiros de dança.

Quando o estive a ouvir reparei em vários pormenores que me levaram a pensar como é que os portugueses não conseguem acreditar em si, já que:

- a árvore de Natal era a mesma do ano passado - pouparam sim senhor
- a lareira estava apagada - pouparam sim senhor
- a mesma sala pindérica e a cheirar a mofo - pouparam sim senhor
- as mesmas cortinas mais amarelecidas com o tempo - pouparam sim senhor
- o mesmo cadeirão ou poltrona já um pouco esfolada: pouparam sim senhor
- o seu fato estava um pouco amarrotado, talvez pelo seu nervosismo - pouparam sim senhor
- a sua cara tinha resmas de pó de arroz - não pouparam não senhor
- o seu cabelo está quase branco como o meu - pouparam sim senhor
- a sua "mentira" tornou-se na sua "verdade" - pouparam sim senhor!

Apela à "mobilização dos portugueses, porque não irá desistir, blá, blá" e como não conseguimos fugir como o senhor e a sua corte fogem, somos nós que temos que gramar a fava enquanto saboreia/saboreiam o bolo-rei em paraísos fiscais - cá dentro e lá fora!

Mas afinal o que foi que o senhor disse de novo se a cassete era a mesma que a do ano passado? - ah desculpe...pouparam sim senhor!

No meu disto tudo, lamento profundamente o estado de saúde da sua mãe e desejo as suas melhoras, para que lhe possa dizer o que eu diria se estivesse no lugar dela:

- filho, andei eu a lutar tanto com a tua educação e tu enveredaste por um caminho que eu não queria: O OPORTUNISMO DO COMPADRIO POLÍTICO e oxalá que nenhum dos meus netos sigam os teus passos ou venham a pagar pelas tuas aldrabices e que um dia te digam a Verdade da tua Mentira!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

BOA CEIA DE NATAL!












Ponham os problemas de parte, esqueçam o estado da nação, partilhem em harmonia uma refeição quentinha e as pequenas lembranças com a família, vizinhos ou amigos e se estiverem sozinhos pensem em mim que vos faço companhia com o melhor que todo o ser humano tem: sorriso, esperança e sonho porque ninguém conseguirá fazer que eu deixe de acreditar no Pai Natal!

Será dificil? Não, desde que tenhamos coragem de mudar um bocadinho as lentes do coração!

Uma beijoca muito grande

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

2- Coisas que ainda hoje me fazem rir!

1- Namorei o X, que era o vizinho da frente, dos 6 aos 12 anos! Todos sabiam e as outras miúdas quando diziam que eu namorava um "panhonha", levavam uma tampona e com o respectivo aviso: se voltas a dizer isso do X não brincas mais com a gente. Ele era o mestre na fabriqueta das equipes de futebol de caricas, dos carros de rolamentos, estes gamados da pilha de pneus do pequeno aeroporto que havia pertíssimo da minha casa e de outras coisas. Claro que os mais bonitos eram para mim. Mas quando me chegava a mostarda ao nariz acabava o namoro e o pobre do X lá ia para casa mais murcho que eu sei lá. Todos tínhamos alcunhas: O Chupeta, o Picolé, o João Grande, Pequeno e Médio (havia 3), a Boneca, a Trançona, a Girafa, o Sinal, eu Fatyly e mais uns quantos!

2- Tínhamos dois cães: O Lucky e o Kuanhama e pelo quintal a sequência de "poias" que com o calor ficavam que nem pedras. Todos os dias o quintal era varrido e uma vez por semana toda a zona com cimento desinfectada com creolina e lavada à mangueirada.
Eu e o meu irmão do que nos fomos lembrar: embrulhar em papel de rebuçado as caganitas do cão e sentados no muro vendíamos a quem passava, a maioria militares a caminho do quartel-general. Como achavam-nos graça compravam e pouco depois, contentíssimos da vida fomos comprar dois doces XPTO na loja do Sr. Penedo. Na volta uma grande confusão no portão e o meu pai já pronto para ir à nossa procura. Ainda recordo a cara do meu irmão e eu como se nada fosse. Olhe são esses dois, como se o meu pai não soubesse. Onde está o dinheiro? e eu mostrei os doces...e lá fomos presos pelas orelhas ao Sr.Penedo, que devolveu o dinheiro e tivemos que pedir desculpa aos que enganámos.
Como sobremesa dois tabefes e que tabefes a cada um e de castigo no quarto sem almoçar e jantar. Mas a nossa MR levou-nos de comer sem que os meus pais soubessem.
Esta foi-me recordada há dias quando falei com ela a desejar-lhe um Feliz Natal!

3- Quando a minha mãe estava a ter o meu irmão João, nós os 3 mais velhos aguardávamos na sala pela novidade. O meu pai estava em viagem!
Mano, achas que é rapaz ou rapariga? Eu quero uma rapariga e tu mana? eu um rapaz para ser o meu cúmplice dois. Vais gostar mais dele do que de mim? Claro que não, vou gostar igual embora tu já estejas domesticado. Buáááááá mas eu não sou cão! Calem-se meninos!
Nasceu e lá fomos ver. Era lindo e tinha uns olhos que pareciam uns faróis e com uma diferença de 10 anos era comigo que ele se entendia sempre que se metia em alhadas. Grávida da minha filha ia para a praia com ele e os seus 5 amigos, tão malucos como ele e carrinha mais parecia uma "lata de sardinhas". Saí de Angola e ele ficou e teve que perfilar no exército angolano. Como não pude ir ao funeral, ainda hoje guardo a sua imagem bem viva e sinto aquele abraço quentinho que me dava sempre que estava comigo.
Tinhas 21 anos...e por vezes penso como serias hoje com 50 anos mas não consigo imaginar porque os teus grandes olhos azuis tão sorridentes de "menino reguila" brilham mais do que nunca!

4- Devido aos mosquitos, todas as semanas passava o "carro do fumo". Não me recordo que produto era utilizado, mas mal soava o apito todos abriam as portas e janelas e a fumarada entrava por tudo que era lugar. Sabíamos que era para matar os mosquitos evitando a cólera e o paludismo, mas quase toda a garotada tinha medo do carro do fumo. Eu e o meu irmão & Compª subíamos para o posto de vigia no topo da goiabeira e do cajueiro e lá de cima gozávamos com a minha irmã mais velha e a Trançona muito amiga dela mas embirrenta como o caraças, que choravam tanto agarradas à minha mãe, mas por serem mais gordinhas nunca conseguiram subir.

5- Quando a minha irmã mais velha começou a namorar o sobrinho da nossa MR e porque dormíamos as duas no mesmo quarto, cobrava-lhe dois e quinhentos para ficar de vigia ao corredor e mal ouvia a minha mãe ou pai, dava o sinal e conseguíamos fingir que dormíamos! Mais tarde já namoravam com autorização mas se queriam sair à noite só o podiam fazer se eu fosse a servir de vela. Ai como detestava, mas o meu lado bom pensava...coitados tenho que ir fazer o frete, mas o meu lado mau cobrava cinco escudos porque já trabalhavam. Acho que os meus pais nunca souberam do negócio.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Para ti que me lês!















A amizade é uma partilha
alimentada por gestos amenos
que farão dela a maravilha
mesmo que sejam pequenos!

Fatyly

sábado, 18 de dezembro de 2010

Até ao dia do embarque!












Recebi o seu chamado
num apelo à sobrevivência
por ser um simples galo
acordo com frequência!

Não faz mal podes entrar
com a tua digna galinha
vamos todos embarcar
vem aí muita chuvinha!

Mas eu sou o mais depenado
de todos os que por lá havia
talvez até o mais fraquinho
fui o escolhido, quem diria?

Há perguntas sem resposta
não sou eu que vou julgar
feio e fraco pouco importa
soubeste repartir e amar!

Eu nasci assim e assim serei
mas tenho pena dos que ficam
olhe Noé ainda não embarquei
vou fazer algo a ver se mudam!

Lá estás tu galo depenado
embarca e larga os outros
já fizeste muito no mundo
deixa ficar os monstros!

Ainda tenho algum tempinho
nada como tentar e ajudar
hoje estou bem acordadinho
amanhã posso já não cantar!

Fatyly

participação na Ciranda "Arca de Noé"

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Parabéns Odele e Flavia!

Por tudo que me tens dado, como mulher, mãe, amiga e cidadã, ao longo destes anos no espaço criado por ti e tão especial Flavia, vivendo em coma, onde conseguiste levar aos quatro cantos do mundo "o alerta" sobre os perigos dos ralos de piscina que puseram a nossa princesa no estado em que está e que hoje completa 23 anos, só conseguido dizer: Obrigado Odele pelo enorme exemplo que dás ao mundo e partilhares o que te vai na alma, sem lamechas, sem quereres nada em troca e fiel a ti própria e aos teus princípios.

São nestes momentos de impotência absoluta, que te levam a outros tempos "de saudade imensa" que quero estar presente e nada como partilharmos esta música do nosso cantor favorito, porque mesmo à distância e sem nunca nos termos visto pessoalmente, sei que existe amizade e cumplicidade!

Com todo o meu carinho dou-vos "aquele abraço de sempre e para sempre, mas peço-te que cantes comigo como estes "verdadeiros amigos" o sabem fazer e quem sabe se Flavia "no seu mundo" a ouvirá e dar-te-à um sorriso.

Sei que muitos se juntarão porque permanecem em torno de Flavia!




quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Esta merece destaque:) toma!

















Uma coisa doce não se procura. Encontra-se.
(Observador)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Coisas que me tiram do sério!










1- Li a notícia aqui bem mais completa e muito menos alarmista do que a que a minha mãe ouviu na televisão, que iria faltar açúcar porque no Brasil a cana do açúcar era destinada à produção do Diesel e que blá, blá, blá...e na tacanhez do povo português ficou só retido "vai faltar" e de imediato açambarcar o mais que podiam.

Sei dessa produção, mas o maldito jornalismo televisivo é tão sucinto que não disse que o Brasil é enorme e que tem plantações de cana para o açúcar e outras para o Diesel e que Portugal sendo apenas do tamanho de São Paulo (a grande Sampa)pode abastecer-se noutros locais e...que enfim, coisas que vocês também sabem!

Alertada pela minha mãe, disse-lhe que já tinha lido, mas filha vê a reportagem na SIC e lá liguei e vi uma jovem jornalista que tem de fazer figura de parva, que me virou as tripas:

"O Sr. veio ao súper à procura de quê?" de açúcar, apesar de ser sozinho e diabético, levo 10kg, o máximo que deixaram. Por o português ser imensamente imaginativo/criativo mas só quando lhe convém, fiquei a pensar, das duas, uma
- será que é para vender duplicando ou triplicando o preço?
- ou será para distribuir pela família(o que duvido)?

"E a Senhora?" olhe menina,nem sabia que havia falta e só me apercebi pelo movimento em torno das prateleiras, levo dois como sempre faço quando acaba porque me dá para muitos meses.

Há uns anos foi com o arroz e recordo bem o que passado uns meses era ver no caixote do lixo quilos de arroz com gorgulho ou humidade versus estragado. Uma tristeza!

O açambarcamento de alguns, leva a que outros não tenham e como os nossos noticiários com o péssimo jornalismo de "impacto" podem despoletar problemas graves

2- Por falar em jornalismo, o que está na berra é o Wikileaks. A classe política e não só, fervilham porque a maioria tem rabos-de-palha esquecendo-se dos graves problemas internos. Não sei inglês e acredito que muitos como eu também não sabem e lendo aqui e acolá vou-me apercebendo de algumas coisas sem entrar em histerismos. Sendo a internet uma janela aberta
para o mundo, por vezes com "efeitos de boomerang" ainda não percebi realmente a ideia de Julian Assange - será política, jornalística, totó ou maquiavélica? E porquê só agora quando o site foi criado em 2007 (vedado) e abriu não sei se em 2008 ou 2009? Conspiração contra Obama? e porque não o fizeram antes contra Bush e o seu belo reinado?

Alimenta barriga? Não!
Soluciona problemas internos? Não!
Melhora a cabecinha dos políticos? Não!

Então...

Eh pá, bem luto contra uma geração de oprimidos, depressivos, tristes e desorientados e sinceramente quero lá saber de tais notícias, que se entendam e se é para mandarem um míssil, que mandem vários de uma vez por todas para acabar esta "pouca vergonha mundial", porque os que se julgam impunes e ou imunes também sofrerão as consequências, oh se sofrerão e nós...entre mortos e feridos alguém há-de escapar para restauração de um novo mundo.

Noutro contexto...

3- Por dois dos desportos de inverno estarem suspensos devido ao mau tempo, ao fazer zapping nos três canais, as galas de Natal em prol dos desfavorecidos, os Ídolos e o seu maravilhoso júri e a Casa dos Segredos, é de vomitar as tripas. Venha o diabo e escolha.

Voltei ao canal do desporto. Foram suspensos! Apaguei a televisão e como sempre adormeci num sono tranquilo, mas sonhei e só me lembro de ver "figuras públicas" envoltas em melado e a serem papadas por enormes vespas. Credo!

Acordei assarapantada e matei uma melga! Voltei a adormecer!

sábado, 11 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Dá que pensar...







Quando eu nasci, era preto
Quando eu cresci, era preto
Senti frio, era preto
Senti fome, era preto
Adoeci, era preto

O homem branco nasceu, era rosa
Quando cresceu, ficou branco
Sentiu frio, ficou roxo
Sentiu fome, ficou verde
Adoeceu, ficou amarelo
Quando morreu, virou cinza

Como é que pode o homem branco
Ter a cara de pau
De me chamar de homem de cor?

(não sei quem é o autor e quem souber que diga pf)

sábado, 4 de dezembro de 2010

1- Coisas que ainda hoje me fazem rir!

1- A minha mãe punha a minha irmã mais velha a brincar em cima dum enorme móvel para eu não lhe destruir os brinquedos. A vingança era fatal quando a apanhava a jeito!Coitada ainda hoje se lembra disso!

2- Eu e o meu irmão a seguir a mim, fazíamos uma dupla e pêras! A pior, ao entrarmos no quintal dizíamos que era "paneleiro" (só mais tarde vim a saber o significado) quem não chegasse primeiro à mãe. Ambos magrelas, corríamos bem, mas só que ele fechou a porta de vidro e eu em fracções de segundos fechei os olhos e enfiei o braço esquerdo pelo vidro. Um golpe do punho até meio do braço. Fiquei a olhar e era veias, gordura e osso, oh mano olha só que giro (porque estava quente e não me dóia) até está a gotejar e ele quando viu começou a berrar que nem um desalmado. Veio meio mundo em meu socorro e eu impávida e serena e lembro-me bem de que perguntei, mas para quê todo este festival? Resultado: dois bofetões em cada um, 28 agrafes, raspanete do médico, talas para não dobrar o braço e algo para as dores. Ainda hoje tenho a cicatriz, claro...bem mais pequena!

3- Quando vinha da escola adoravamos tocar nas maçanetas(mãos metalizadas), sinos e campainhas das portas e havia um velho que já tão farto (coitadinho) esperou por nós e antes que...deu-nos um banho de mangueira. Justificar à mãe e ao pai(que nesse dia estava em casa) foi bem pior. Resultado? umas nalgadas bem assentes e sem direito a almoçar. Vingamo-nos nas goiabas, fruta-pinhas e mangas e estivemos de cama dois dias com uma valente diarreia!

4- Andávamos na catequese. Quando acabava íamos fazer a ronda pelas várias capelas mortuárias para ver os mortos. Lembro-me de o meu irmão dizer: esquisito aquele tem a cara tapada com um lenço, bora tirar? Respondo eu: sim é melhor porque ainda pode sufocar. Era uma velhota e claro a família correu connosco. Oh mana coitada tu viste o ar roxo dela? É o que eu te digo, estava a ficar sem ar!!!

5- Visitas a famílias queque: a ladaínha de sempre: meninos portem-se bem. A roupa era feita pela minha mãe. Tínhamos a de andar no quintal e apenas dois conjuntos para sair. Mas odiava os vestidos com folhos, laços na cabeça e as sandálias amarradas com elástico para eu não as tirar. Ele odiava os calções de fazenda, os suspensórios e o famoso lenço na camisa. Um desatino por completo. Lá íamos os três e a minha mãe grávida do 4º. Entravamos e diziam logo olha a "famosa Fatyly" que vem tão bonita. Pois venho, mas estou a morrer de fome e o meu irmão também. Ainda hoje tenho pena da cara dos meus pais... De regresso já vinha descalça, sem laços e com o vestido todo cagadinho. Ele a agarrar os calções porque os suspensórios já era. Muita lambada levamos...mas emenda? zero! A minha irmã mais velha era sempre exemplar.

6- Nasceu o meu irmão João que morreu com 21 anos, e a minha irmã mais nova. Portanto éramos 5 filhos, mais dois sobrinhos da nossa queria MR que foi para nossa casa quando eu estava para nascer, e duas miúdas filhas da lavadeira que também foram criadas connosco. Portanto num total de 9 miúdos e 4 adultos. Aos fins de semana havia um doce feito pela MR. A minha mãe levantava-se para pegar no seu ganha-pão - a costura - e quando o meu pai estava em viagem, instruido por nós o meu irmão João começava a dizer as maiores porcarias, e resultava, enojados iam-se levantando deixando os doces e nós, oh, oh era a dobrar!

7- O meu irmão João com 4 anos engasgou-se a comer uma maçã. O meu pai viu-se grego e lembro-me de subir ao cajueiro e a pôr-me a gritar como "o tarzan" e os vizinhos que já me conheciam apareceram todos e lá conseguiram pôr o rapaz a respirar. Muito mais tarde teve uma nefrite aguda nos rins: repouso, dieta rigorosa e não é que eu e o meu cúmplice demos-lhe as bolachas e logo de chocolate e marmelada, que tinhamos recebido? Foi parar ao hospital e antes de irem eu disse o que tinha feito, o meu pai não me bateu, mas a minha mãe partiu a régua da costura no meu rico rabinho e ainda lhe disse: bem-feita! O meu irmão escondeu-se em cima de uma árvore!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Leitura que recomendo...




















(Compilação de várias crónicas publicadas pelo Destak, que disponibiliza várias sugestões, para que pais e filhos encontrem o caminho mais certo!)

Sei que não gostam de posts grandes, mas recomendo que leiam esta que achei tão acertiva:

Os anti-pais natais são uns infelizes

Vive no pólo norte, numa casa onde acabou de instalar aquecimento central, a pedido do seu braço direito - o Urso Polar - , dos duendes e até dos seus inimigos, que ficavam com as mãos geladas quando faziam incursões para roubar os presentes guardados na cave.
É absolutamente mentira que haja uma Mãe Natal. Não há, nem nunca houve. O Pai Natal sempre se manteve orgulhosamente só, e da sua vida amorosa ou sexual pouco ou nada se sabe, se é que há alguma coisa para saber. A imprensa tablóide daquele lado do planeta ainda procurou insinuar que era pedófilo. Na sequência de queixas anónimas, a polícia fez um raid ao seu computador e correspondência, mas as únicas palavras que surgiam invariavelmente em todas as cartas, eram Barbie e Playstation. Ainda se pensou que era uma pista, dois ou mais comentadores abordaram o assunto no telejornal das oito, mas o Supremo Tribunal do pólo norte mandou internar o responsável pela rusga, alegando que só alguém com uma mente doente procuraria denegrir a reputação do Pai Natal. Um procurador de um país europeu insignificante ainda tentou enviar uma comissão ao pólo sul para investigar o caso, com a «seriedade e isenção» que o caso merecia, palavras suas, mas os pobres foram corrido a bolas de neve por duendes e gnomos.
Tudo isto passou ao lado do Pai Natal, porque quem trabalha a sério, e há séculos sem fim, a favor dos mais pequeninos, já há muito que deixou de valorizar estas tentativas mesquinhas de gente que tem o coração tão gelado que não acredita nem na magia, nem na bondade. O Pai Natal já tem uma estante cheia de livros de filósofos e economistas de todos os tempos que escreveram variantes daquele livro que garante que não há almoços grátis. Guarda-os, declarou uma vez numa entrevista, porque precisa de alguma coisa que o recorde de que há mentes mesmo muito perversas e jura que todos aqueles escritores nunca receberam mais nada para além de carvão no sapatinho.
E mesmo assim não aprenderam a lição. Infelizmente, revela, são estes, ou clones destes, que decidem convencer os filhos de que o Pai Natal não existe e é uma invenção de mentecaptos que preferem viver num mundo de fantasia a enfrentar a realidade tal como ela é. Além do mais, tentam destrui-lhe a imagem, explicando às crianças que a barriga proeminente resulta de um excesso de calorias consumidas, chamando-lhes a atenção para o risco de virem a ter hipertensão arterial e diabetes, todos aqueles que procurem imitar o «velho das barbas», como lhe chamam. Falam em colesterol, HDL e LDL, descrevem mortes agonizantes e pavorosas e esquecem-se que o Pai Natal tem centenas de anos e uma saúde à prova de bala. Os anti-pais natais, que no fundo são anti-natal e anti-felicidade, troçam dos sobrinhos que deixam leite e bolachas ao lado da chaminé, considerando que o seu comportamento é «inadequado». Se ao menos fosse uma maçã ou uma cenoura! Mas mais do que isso, criticam os pais dos sobrinhos, irmãos ou cunhados, ou apenas os vizinhos, tanto faz, porque consideram que estão a deseducar os mais novos.
O Urso Polar queria correr com eles à paulada ou soltar-lhes os ogres aos calcanhares, mas o Pai Natal disse que não valia a pena, porque os filhos inteligentes dão um desconto a estes pais e continuam a pôr a meia ao fundo da cama e a vê-la encher-se todas as manhãs de natal, mas não contam aos adultos o que lhes aconteceu, para não os chatearem. Os adultos, coitados, diz o Pai Natal, que já inspirou milhares de especialistas em neurociência e psicologia, que hoje falam destas coisas como se as tivessem aprendido sozinhos, foram tão maltratados em pequenos que, no fundo, estão só a tentar poupar as suas crianças de uma dor semelhante. Ao estilo, «se ele nunca sonhar com nada, nunca vai ficar desiludido».
O Pai Natal acredita seriamente que estas crianças vão encontrar o seu caminho para a Terra do Nunca, mas a mim apetece-me ir buscá-los num trenó guiado por uma rena de nariz encarnado e brilhante, e trazê-las para o pólo norte, onde arranjariam um canto em ninguém lhes moesse a moleirinha.
Se alguém se quiser juntar a mim, ainda temos uns dias para os resgatar dos adultos que lhes querem estragar o Natal.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Parabéns Wind!

Porque hoje és bébe, pedi a este senhor que tocasse especialmente para ti.

Como sabes ele é "podre de bom" e foi díficil escolher uma e não é que ele resolveu tocar esta e vestir uma camisa tropical e pôr o gorro que lhe dei? :)

Por tudo e sobretudo por seres minha amiga desejo-te tudo de bom e ACREDITA que é tão BOM VIVER e que venham muitos e muitos mais anos!





Um dia feliz e recebe aquele abraço sincero e uma beijoca gandiiiiiiiii