sexta-feira, 29 de julho de 2011

Para já acabou...


















o meu SOS AVÓ e no reino das duas netas fui de tudo, imaginem que até árbitro de futebol. Voltei a saltar à corda e não caí. Ensinei-lhes a fazer barcos à vela (como eu fazia em miúda) mas com as embalagens de iogurte (que não havia no meu tempo). Ajudaram na busca de materiais como paus e folhas arqueadas para as velas, um pedrinha para o fundo do mesmo etc. Ontem quando lá cheguei tinham mais duas embalagens, recortei apenas a abertura e o resto montaram elas e assim aprenderam e fiquei deveras feliz, como uma coisa tão simples lhes deu tanta satisfação na piscina de "prástico". Nenhum se afundou e andaram que se fartaram porque esteve sempre vento!

Foram 10 dias bem passados, esgotantes e só saímos uma vez ao café, porque S.Exªs. não quiseram ir a mais lado nenhum e eu feliz e contente:)

Peço desculpa de não vos ter visitado, mas a partir de amanhã irei pôr a leitura em dia.

Um enorme abraço a todos!

domingo, 24 de julho de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

Parabéns meu neto














pelo teu segundo aniversário e logo estaremos todos juntos e serás o rei da festa!

Daqui a dois meses terás a companhia da mana...e aí terás de crescer à força mas pela tua ternura, compreensão, falar, repartir tudo com os outros meninos... nem parece que fazes dois aninhos, diria que estás avançado para a tua idade.

Mas vai haver os ciúmes naturais quando a diferença de idades é tão pouca...ou não!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Atitude!

Os pais colaram um papel junto do telefone, para telefonarem em caso de urgência.

Pois bem, eu ontem na cabriolice com elas, caí, mas até hoje tive sempre uma almofada protectora pois caio bem, embora o joelho tenha ficado bem lixado.

Vóvó é uma urgência, vou telefonar à mãmã. Não é preciso linda, a avó está bem e já passa. Mas a mamã disse...

Bó anda já à casa de banho, e nem vos digo nada, foi betadine por tudo o que era lado. Agora senta na cadeira que a mana já trás o gelo e as duas de joelhos com o saco do gel para eu não ter trabalho nenhum:)

Vóvó agora deixa estar dez minutos que eu vou telefonar à mamã, dói-te, mexes bem a perna? Já não dói e não vês que a avó anda bem? mas se queres telefona! Mana agarra o saco e não deixes a avó tirar...tem que ser avó e nada de choros... (e eu não parava de conter o riso, porque elas iam ficar muito ofendidas)

Mamã, não te assustes, já tratamos da avó é que ela caiu na corda e bateu com o joelho no degrau do quintal. Não, já não está a deitar sangue e a mana está a pôr-lhe gelo. Não chamamos a vizinha X porque a avó está muito bem, mas é teimosa porque diz...já chega, já chega, já chega de gelo. Agora foram dez minutos mais logo, pomos mais?

Falei com a filha e tive que manter um ar de...não consegui e disse, grande enfermeiras e ai de mim que não obedeça. Tenho betadine por todo o lado:):):)

Passado um grande bocado telefona o genro e disse-lhe com enfermeiras destas num instante tudo passa...Falou com elas e ouviu, papá o tampo da sanita tem uma mancha de betadine que não saí...

É bom terem aprendido, agiram sem entrarem em pânico e seguiram todos os ensinamentos!

Vou agora para lá e desculpem de não vos ter visitado...mas depois irei pôr a leitura em dia!

Inté!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

De hoje a 29 (excepto fins de semana)

vou ficar com a netas, das 8h às 20/21h.

- Bó não vamos à praia nem sair, queremos ficar em casa e diz à mana para não me acordar que eu quero dormir até mais tarde. (5 anos)

- Vóvó podemos ir andar de bicicleta, como a correres não nos apanhas porque já és velhota, levas a bicicleta da mamã, não... a do papá. Pensando melhor não, ficamos a brincar no quintal não vás cair, partires os óculos e depois não nos vês!(8 anos)

- Mamã, a avó nas férias vai dormir cá? Não, ela não quer e vai dormir a casa dela, mas porquê? É que agora quando nos vai buscar à escola toma banho depois de nós e antes de jantarmos e veste outra roupa. Podíamos esconder a roupa e púnhamos um pijama teu e assim ela já não ia para casa. (8 anos)

- Avó queremos comer o que fazes porque não pões o capim que a mãe põe, nem o milho buáác. Capim? Sim, pera vou buscar, isto...(5 anos)

- Bebé já te ensinei mil vezes, ora lê lá comigo...er-vas-a-ro-má-ti-cas. Burra! (8 anos)

- Burra és tu neste está escrito isso? Não está pois não? É A-le-crim! Toma lá mandona! (5 anos)

- Vamos saltar à corda? Sim! Cantar e dançar?! Sim! Nadar na piscina (plástico)? Sim! Correr e fazer BTT no quintal? Sim! Jogar à bola ou basquetebol? Sim! Na hora de mais calor fazer desenhos ou jogar um jogo? Sim! Se não nos apetecer comer a sopa, deixas? Sim! Irmos dar de comer aos patos ali em baixo? Sim!
Bóooooooooo tu estás doente? Eu? Não, mas porquê? é que dizes sim a tudo.
Digo sim quando não tiver que dizer um não, ou por-vos de castigo se desobedecerem ou baterem-se uma à outra. Mais, como venho cedo, antes de irem brincar para o quintal o quarto tem ficar arrumado e não quero coisas espalhadas pelo chão, não vá eu tropeçar e partir uma perna. Ok?
Ok chefe, afinal estás boa, que susto que apanhamos!
Hummmmm avó vai ser tão bom, gostamos muito de ti (as duas)

- e cheiras sempre tão bemmmmmmmm, cheirinho de Bó querida! (5 anos)

...................................

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...

Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...

Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
(...)
E o futuro é uma astro-nave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...

Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
(...)
(Aquarela de Toquinho)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

no 52... já ninguém mora!


















Sentia que havia algo de anormal contigo minha filha, apesar de todos que te rodeavam dizer que eram coisas da minha cabeça.
Não, não era e pus-me a caminho onde as portas foram abertas. Depois de seis longas horas bem penosas, rodeada por oito médicos, ironicamente 52 vezes picada teria que aguardar pelo veredicto: se o que tinha sido descoberto fosse através do sangue, não haveria nada a fazer, se fosse através da urina, teríamos mulher.
Eras tão pequenina nos teus seis meses, tão indefesa e na saída sentei-me no último degrau de uma escadaria sem fim. Chorei e as minhas lágrimas molharam o teu rosto acalmando o teu gemer já que os teus bracinhos e calcanhares ficaram numa lástima!
Apesar de não ter dormido durante quatro dias e quatro noites e agarrada à esperança de que tudo iria dar certo, esperava o alô dos vários contactos que dei. Trabalhei o dobro porque é no trabalho que carrego baterias!
Ainda hoje é tão nítido o teu olhar meu amigo: Fatyly telefone...é para ti mulher e ainda sinto o teu abraço enquanto ouvia a frase mais bela e tão aguardada: venha amanhã de manhã, porque vamos ter MULHER! Desliguei, rodei e foi no teu peito que dei vazão a tanta dor sufocada e em peso a secção, advogados e directores envolveram-me numa bola humana!
A família emudeceu porque viram que eu tinha razão. Os meus pais foram os únicos que estiveram sempre presentes. Para os exames e vistorias, ia no comboio das 5,30h e estava no hospital às 6,40h da manhã.
Da boca do pai nunca ouvi uma palavra amiga ou de força, nunca me acompanhou ao hospital, talvez tenha sido a forma que encontrou para o seu sofrimento interior. Nunca soube!
Mas para ela ainda hoje o avô é recordado como o pai presente mas ausente que teve.
Nunca faltei, mas se entrasse depois das onze, perdia o direito ao subsídio de almoço. Ao meu chefe (já falecido) devo os 15 ou 20 minutos que por vezes chegava atrasada nesses doze anos bem penosos onde alguns dos exames eram feitos perto do hospital, ironicamente no nº.52.
Tudo foi ultrapassado porque eu venci, tu venceste, eles venceram.
Hoje, apesar de "baixinha" és linda e a segunda flor mais bela do meu jardim!
És o amor do teu amor que é tão alto como alto é o teu sentido de simplicidade ao enfrentares a vida. Já me deste um neto e vem outra a caminho.

Voltei à rua que tantas vezes foi molhada por lágrimas e parei naquela porta que tão bem conhecia e com a mão pousada na maçaneta, não me contive e chorei de olhos postos e pensamento... sei lá onde.

Senti uma mão no meu ombro...desculpe minha senhora...no 52... já ninguém mora!

sábado, 9 de julho de 2011

Tour de France - 2011











"O ciclista português Rui Costa (Movistar) venceu hoje a oitava etapa das 21 da volta à França, somando o seu primeiro triunfo no Tour." (Sapo Desporto)

Quando é que teremos uma equipa portuguesa de ciclismo a competir nestas voltas? Tenho pena porque material humano não falta, mas o resto é para o futebol!

Rui Costa é um grande potencial, mas está numa equipe espanhola! Caraças!!!!

Vibrei, pulei e como sofri nos últimos 25 kms:)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

Vamos Sorrir - 8










Há tempos fui fazer um RX aos pulmões e brônquios o que faço anualmente. Digo sempre: sou fumadora, porque mesmo fumando 3/4 cigarros por dia não deixo de ser, não é? Xiiiii calma aí...já deixei tanta, mas tanta coisa, ao menos deixem-me fumar o meu cigarrinho em paz.

Não bastasse despir-me, vestir aquela bata descartavel que parece lixa, encostar ou mais propriamente abraçar aquela chapa fria e não respira...quando oiço MAS A SENHORA FUMA POR ONDE? que teve efeito de bomba mal educada, inspirei antes do tempo, rodopiei pronta a disparar, quando me deparo com uma cara tão aflita, mas tão aflita pelo que tinha questionado...que não tive coragem e sentei-me a rir que nem uma perdida.

O homem nem uma palavra disse, ajoelhou-se junto de mim...e pus-lhe a mão no ombro a rir.

Lá me controlei e voltámos ao encosta, não respira e quem dizia que eu conseguia parar de rir? À quarta foi de vez...mas devido a isto dei um prejuízinho ao SNS!

Só comigo:)

domingo, 3 de julho de 2011

O que APRENDI e o que NÃO APRENDI!

- Aprendi que os cavalos tinham berimbaus. (4 anos)
- Aprendi que nadar teria para sempre o melhor amigo, o mar (5 anos)
- Aprendi que quando o meu pai tocava o sino, quem não obedecia, não comia. (7 anos)
- Aprendi que a melhor fruta era a gamada das árvores dos vizinhos (8 anos)
- Aprendi que destabilizar uma turma levava 10 réguadas e mais umas em casa (10 anos)
- Aprendi que se me metia em problemas os de casa seriam em dobro (11 anos)
- Aprendi que devemos lutar sempre pelos nossos sonhos (12 anos)
- Aprendi que ao respeitar seria sempre respeitada (13 anos)
- Aprendi que numa floresta de pinheiros mansos com coqueiros, no topo destes nunca era vista pela PIDE (15 anos)
- Aprendi que ao dar o melhor de nós, saímos sempre mais ricos (16 anos)
- Aprendi que o "bonitão" do grupo era sempre o mais parvalhão (17 anos)
- Aprendi que ao conduzir tinha na mão uma arma poderoso e mortífera (21 anos)
- Aprendi que existe mesmo o "amor à primeira vista" (22 anos)
- Aprendi que ser mãe é ficarmos num estado de preocupação constante (24 anos)
- Aprendi que numa guerra existe solidariedade, partilha e amor (26 anos)
- Aprendi que não conseguimos fazer com que nos amem, como nós amamos (32 anos)
- Aprendi que não se deve fazer julgamentos sem ouvirmos ambas as partes (31 anos)
- Aprendi que os homens gostam mais de serem servidos do que servir (33 anos)
- Aprendi que os que não têm filhos sabem melhor como se devem educar os meus (35 anos)
- Aprendi que numa união, não devemos amar quem nunca nos amou (40 anos)
- Aprendi que ao ser avó é repetir a história com o dobro da preocupação como mãe (52 anos)
- Aprendi que não posso apagar o passado, mas posso esquece-lo (55 anos)
- Aprendi que o animal mais interessante e incompreendido do planeta é o homem (60 anos)
- Aprendi a aceitar tudo o que a vida me tem dado (60 anos)

mas...

- Nunca aprendi a aparafusar um parafuso
- Nunca aprendi a mudar uma lâmpada sem desligar o quadro
- Nunca aprendi a pisar os colegas para subir no trabalho
- Nunca aprendi a deixar de rir, até nos funerais (minha nossa)
- Nunca aprendi o politicamente correcto
- Nunca aprendi a deixar de ser criança
- Nunca aprendi a esconder os meus sentimentos
- Nunca aprendi a dizer mentiras
- Nunca aprendi a ser cusca
- Nunca aprendi a comer com faca de peixe
- Nunca aprendi a comer churrasco e camarão com faca e garfo
- Nunca aprendi a gostar de bebidas alcoólicas

- Nunca aprendi a deixar de ser quem sou!!!