quinta-feira, 26 de maio de 2016

ROLAND GARROS-2016 - O meu maior obrigado...

a estes quatro tenistas por hoje me terem proporcionado uma tarde de excelente ténis ao mais alto nível, em dois encontros que demoraram horas. Os vencedores foram David Ferrer e o Tsonga mas tiro o meu chapéu aos vencidos que se debateram até à exaustão numa discussão de taco-a-taco.

DAVID FERRER E JUAN MÓNACO





JO-WILFRIED TSONGA E MARCOS BAGHDATIS





(fotos Google e Eurosport)

Vasculhando Sotãos

OXIGENAÇÃO


-AC - Gardunha

Desmontou da bicicleta no cruzamento que dá acesso à Pedra d'Hera, no caminho rural que liga o Souto da Casa a Alcongosta, e prendeu-a com o cadeado no tronco carcomido dum velho castanheiro. Olhou em volta e, por momentos, deixou que a vista se espraiasse na tonalidade outonal dos cerejais que se espalhavam pelo vale do Alcambar, verdadeira sinfonia pinturesca em tons cambiados de verde, amarelo, castanho, laranja... Resistiu à tentação de se perder naquela beleza e iniciou a marcha que a levaria ao Picoto, local privilegiado onde costumava sentir uma serenidade que estava longe de encontrar na cidade.
À medida que subia apercebeu-se que as surribas feitas pelos plantadores de cerejeiras continuavam a trepar a serra com uma avidez feroz, pondo a nu as fragilidades da política ambiental para aquela zona, se é que realmente havia alguma. Aquilo doía-lhe profundamente, pois a mancha de castanheiros e de carvalhos, que caracterizavam a Gardunha, estava a desaparecer a olhos vistos, com o silêncio cúmplice duma opinião pública que nunca se assumiu como tal.
Tentou alhear-se do problema, pois estava ali com outros intuitos, e alargou o olhar. Em volta, para seu deleite, e impregnando a paisagem de uma dignidade nostálgica, os castinçais começavam a mudar de cor, com uma policromia que tocaria a mais indiferente das criaturas. Inês começou a sentir o efeito da atmosfera envolvente e, a pouco e pouco, foi apaziguando os seus pequenos demónios interiores. Nem a carcaça duma velha máquina de lavar, a cinco metros do caminho, lhe conseguiu desfazer aquela sensação reconfortante. Os diabinhos do seu descontentamento ainda deitaram a cabeça de fora, tentando explorar a pouca fé que lhe restava na espécie humana, lembrando-lhe a notícia sobre os detritos perigosos que alguém, com certeza com as mãos muito bem untadas, andava a depositar na Serra dos Candeeiros. Mas Inês estava a entrar no seu território, e ali era-lhe relativamente fácil resistir a negativismos. Continuou a subir, sentindo-se cada vez mais ligada à paisagem.
Quando chegou ao Picoto, o seu refúgio de eleição, trepou os rochedos e instalou-se no cume. À sua frente tinha a majestosa Estrela, o enorme gigante adormecido, e entre as duas serras espalhavam-se os promissores campos da Cova da Beira, iludidos durante décadas com a promessa de um regadio que já usava bengala carunchosa. Assomando dos lados de Belmonte, vindo duma Estrela generosa em recursos hídricos, o Zêzere era um arremedo do rio cheio de vida de há uma trintena. Vítima de uma mistura explosiva - ignorância, incompetência e ganância - em poucos anos transformara-se num rio moribundo, suscitando nas populações ribeirinhas a nostalgia dos refrescantes banhos estivais e de frutuosas pescarias que patrocinavam animadas tertúlias. Reparou, sem surpresa, que o casario entre o Fundão e a Covilhã era cada vez mais intenso, trazendo à liça da memória as previsões daqueles que auguram, a médio prazo, a formação de uma pequena metrópole.
Inês recostou-se sobre um grande bloco de granito e deixou-se invadir pela quietude do local. Quando ali estava os pequenos dramas da sua vida relativizavam-se, como se tudo fosse ínfimo perante a transcendência da vida. Acabara há pouco tempo a relação com o Fernando, e precisava de oxigenar o cérebro. O antigo companheiro, que tanto prometera nos tempos de enamoramento, fora uma desilusão. No final, quando tudo se resumia a nada, Fernando refugiara-se no sofá da sala, base da sua central de zapping. Pôr-lhe as malas à porta, mais que o corolário de uma relação falhada, fora o sinal de que continuava a lutar contra a resignação, que não desistia de encontrar o seu lugar no mundo.
O espírito do local invadia agora Inês na sua plenitude. Deixou que a alma absorvesse aquela amálgama de tranquilidade, sentindo um equilíbrio interior que a fazia estar de bem com o mundo, e deixou que a noção de tempo se fosse esvaindo, a pouco e pouco, até desaparecer por completo.
Enquanto descia, liberta dos seus diabinhos, foi enchendo a pequena mochila de castanhas. Juntamente com uma boa jeropiga, seriam um excelente pretexto para, ao serão, juntar meia dúzia de amigos. A felicidade, estava cada vez mais convicta disso, também passa pelo usufruto dos pequenos prazeres da vida.

DE: AC - Blogue INTERIORIDADES - 26/11/2011
(mudei a foto porque para mim esta é tão bonita:)

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Faz o que eu digo mas não faças o que eu faço



Ainda sou do tempo em que o Benfica apenas tinha jogadores portugueses. Mesmo que, em algumas épocas futebolísticas, o contingente africano constituísse mais de meia equipa. Hoje, graças à globalização e a outras parvoíce por demais conhecidas, já não é assim. Infelizmente. Muitos são os jogos em que, dos onze que entram em campo para representar o glorioso, apenas um ou dois nasceram em terras lusas.
Neste contexto não posso deixar de considerar absolutamente ridícula a adesão do Benfica à campanha "COMPRO o que é nosso", que visa promover os produtos portugueses. Uma instituição que, ano após ano, compra os passes de dezenas de atletas estrangeiros, das mais variadas modalidades, preterindo claramente aqueles que são formados em Portugal e que, salvo raras excepções, apresentam uma qualidade futebolística idêntica ou superior e um preço muito mais em conta quando comparado com os milhões pagos aos que se trazem de fora, não me parece ser a entidade indicada para transmitir alguma credibilidade à campanha que se pretende promover.

DE: KK do blogue Kruzes Kanhoto - 18/11/2010

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Páre para pensar



Muitas pessoas vão olhar e simplesmente ignorar, mas os que têm bom coração vão compartilhar para alertar os outros. Enquanto se desperdiça comida, existem 11 mil crianças que morrem por causa da fome todos os dias! Por isso abra os olhos e comece a dar valor ao que tem, existem pessoas que não tem nada a que possam dar valor!

DE: Observador do blogue REFLEXOS - 22/05/2014

sábado, 21 de maio de 2016

NATAÇÃO e TÉNIS - 22 de maio de 2016 – 6 de junho de 2016

estarei na zona VIP:)))



nos entretantos tenho passeado pelo Campeonato Europeu de Natação e gostei de ver que:

Alexis Santos ganha bronze nos Europeus de Natação

sexta-feira, 20 de maio de 2016

terça-feira, 17 de maio de 2016

Ser avó é também dar asas à imaginação dos netos. Julgo eu!

Hoje fui surpreendida com este trabalho e pensei logo na utilidade do mesmo e de onde tinha surgido? Mais um trabalho para a escola? Seria?







Quando chegaram perguntei e em coro responderam fomos nós avó. Fizemos durante o fim de semana. Aproveitando caixas, imprimindo o "aviso" que pintaram para não gastar tanta tinta da impressora, uma base em plástico forte e mil e um agrafes e fita cola.

Avó, depois de lavares o chão já não precisas de nos avisar para deixarmos secar e até para não cairmos. Pões o aviso e assim é mais fácil obedecermos. Obedecerem? Quer dizer avó, claro que obedecemos mas por vezes estás a fazer outras coisas e nós pisamos sem querer, percebes? Claro que percebo. Assim seca "sem borradas ou pegadas". O Lucky e a Zara também já perceberam. Dei uma sonora gargalhada...a sério? Experimenta avó e agora vamos fazer os trabalhos.

Os cães estavam na varanda e na porta de entrada pus o "aviso". Lavei o chão e fiquei na cozinha a apreciar a reação deles. Não entraram mesmo e ficaram sentados até eu retirar o dito.

Também fizeram uma tabuleta para a casa de banho "Livre" e "Ocupado".

Desde pequeninas que lhes ensinei a fazerem coisas como eu fazia em miúda porque os brinquedos eram caros. Hoje já são elas que tomam diversas iniciativas e algumas com imensa imaginação!

Ambas têm uma secretária. A mais velha é muito arrumada a mais nova é tudo ao molho e fé em Deus:) Legos e puzzles são de ambas e sempre foi o seu maior entretimento. Mas fazem-nos no chão e por vezes há peças tão pequenas que tenho medo de pisar e cair. Crescidas como estão, sabem que vou à terça e sexta por causa delas e na véspera arrumam. Arrumam? Encostam tudo num canto onde está sempre um aviso. Avó não mexas e assim posso entrar e sair sem cair como elas dizem:)))

Quando se juntam os quatro...eu fujo e só lá vou quando me chamam para ajudar em qualquer coisa, porque agora são elas que ensinam o mesmo aos primos. No domingo e enquanto chovia, fizeram carros de cartão com rodas de caricas:)))) e meu rapaz fez um carrão e disse-me é "branco como o teu avó":))))

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Fui ver a minha mãe e estive duas horas com ela. Conversámos muito, gosto muito da comida e de todo o pessoal. Dei-lhe massagem nas pernas e nos braços, pediu-me roupa mais leve o que levarei na sexta. Dá uns pequenos passos mas as dores são muitas mas já é um pouco mais autónoma na companhia das canadianas e claro da cadeira de rodas que já manuseia muito bem.
Abracei-a, dei-lhe um beijo e ficou  na sala com as companheiras, instalada no seu cadeirão, de onde me disse adeus até eu sair com o carro e portão se fechar!
Mais integrada, tem tido visitas como há anos que não tinha quando estava na sua casa. Era eu e mais duas vizinhas e os "outros" vinham quando o rei fazia anos!

Claro que a sua casa era a sua casa, mas a vida por vezes não é como queremos mas devemos aprender a contornar os obstáculos e a idade não perdoa! - Palavras dela!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

sábado, 7 de maio de 2016

DESAFIO - Descreve esta foto



Sou uma mulher simples...
mas nunca uma simples mulher!
Gostaria de ser amada por um homem simples... 
mas nunca por um simples homem!

terça-feira, 3 de maio de 2016

Para desanuviar...

Nunca experimentei, mas acho que se o fizesse ficaria em pior estado:)



Telepatia...sintonia...linguagem gestual



(fotos Google)

domingo, 1 de maio de 2016

Ayrton Senna



(imagem Google)

Hoje ao final do dia estive a ouvir na RTP1 a vida do "Senna" até ao fatídico dia 1 de Maio de 1994, tinha 34 anos. Para mim foi o melhor piloto de Formula 1. Recordei momentos e factos que já não me lembrava e chorei ao rever o brutal embate na curva da Tamburello!

Nunca mais consegui ver Formula 1

André Rieu - Boléro (Ravel) para este DIA DA MÃE e DO TRABALHADOR