segunda-feira, 30 de novembro de 2009

domingo, 29 de novembro de 2009

Todos podemos e conseguimos!













Sentei-me num banco de jardim, local onde por vezes ia no intervalo do almoço, para apreciar quem passava e como passavam e assim espairecer um pouco. Começou a chover e não me apeteceu sair, porque a chuva não me incomoda nada! Sinto que alguém se sentou no mesmo banco e olho. Com os cotovelos em cima dos joelhos amparava o seu rosto. Perfil angustiado semi encoberto pelo carapuço. Novo? Velho? não reparei e oiço uma voz fraca "estou farto da vida e hoje será a última vez que aqui venho". Como? e virou-se para mim. Foi então que reparei num rosto tão marcado pelo sofrimento. Sim, minha senhora, hoje vou acabar com a minha vida. Para e porquê? Porque estou farto de roubar-droga-roubar-droga, destrui a minha vida e a vida dos meus. Pois é, mas parou aqui a pensar nisso e porquê? Não lhe sei dizer, mas esteja descansada que não lhe irei roubar nada. Oh rapaz, também estavas lixado, não tenho nada porque sempre que aqui venho nunca trago nada. Depois mete-me muita confusão a vossa filosofia de vida, se sabias que o caminho é quase sempre sem retorno, porque te meteste nessa porcaria? Consegues dizer-me, mas antes pensa bem. Sim...sim...porque fui um puto rodeado de tudo que era o "sonho de uma criança", mas faltou-me o essencial, amor e carinho. Calma aí! Será? Se tinhas tudo foste para as drogas para procurar o que tinhas dentro de ti e que não soubeste dar e nem receber? O amor? Encolheu os ombros. Hoje já és um homem e não será tempo de pensares e reconquistar a tua auto-estima e depois os dos outros? Oh o meu pai bem tenta, mas eu não quero nada com ele. Não queres? Não, tenho vergonha. Olha que estás muito a tempo de te tratares se for essa a tua vontade. Não, já tentei e não consegui, hoje será o último dia da minha vida. Se é essa a tua vontade então faz, porque não és tu a falar. Não? e riu-se! Claro que não, são os produtos químicos que domaram o teu sentir. Se o teu pai aparecesse aqui o que farias? Fugia! Achas que fugir da realidade e de quem te ama é a melhor via? Não! Porra lá vem ele. Vejo um carro a parar em frente. Estás a tempo, foge mas digo-te que tenho pena de que além de seres um jovem és um jovem bonito e como sou mãe, sei bem o que o teu pai deve sentir. Olha ele está a sair do carro e vem para aqui.
A senhora é Deus? não é que eu acredite nele, mas engraçado que neste momento já não tenho vontade de me matar e muito menos de fugir. Eu? Deus? se fosse Deus garanto-te que nem sequer tinhas entrado...Boa tarde, então filho? queres ouvir-me? vem comigo sem vergonha porque todos te amamos e só queremos o melhor para ti. Aceitas?
Aquelas palavras ditas com os olhos marejados de lágrimas doeram-me tanto.
Olhou para mim, piscou-me o olho e disse OBRIGADO!
Sim pai vou, e num choro compulsivo, ajuda-me pai por favor e o abraço foi o maior e mais bonito que vi!

Isto ocorreu há uns anos e vezes sem conta lembrava-me daquele rosto, o que seria feito dele?

No início deste ano quando ia dar sangue. Desculpe, lembra-se de mim? Sinceramente não, deve estar a confundir-me com outra pessoa. Impossível, lembra-se daquele "malandro" com quem conversou no banco do jardim? Fiquei sem palavras...Sabe, casei-me (apresentou-me a mulher) e já tenho este filhote e uma menina com 5 anos. Os meus pais e amigos foram o meu "ombro amigo", infelizmente a minha mãe faleceu. Deixei "aquele mundo" a partir do dia em que conversei consigo. Compreendo que muita gente foge dos "malandros" pelo que fazemos!
Oh rapaz, fico tão feliz, mas eu não fiz nada! A obra foi da tua própria vontade em saíres e acreditar de novo na vida ou então da chuvada que apanhámos e que te lavou a alma.
Fez muito, não fugiu de mim e hoje tenho a honra de dizer, ou melhor pedir o que há anos seria impensável: aceita um café? Claro!

Se conseguir ajudar (e há tantas formas de o fazer) nem que seja uma só pessoa, já me considero muito feliz!

Já agora e caso queiras assina a petição on-line por uma "boa causa" feita pela Odele e que está na barra lateral!

OBRIGADO POR TERES LIDO TUDO

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Vozes de animais



















Palram pega e papagaio,
E cacareja a galinha;
Os ternos pombos arrulham,
Geme a rola inocentinha.

Muge a vaca, berra o touro,
Grasna a rã, ruge o leão
O gato mia, uiva o lobo,
Também uiva e ladra o cão.

Relincha o nobre cavalo,
Os elefantes dão urros,
A tímida ovelha bala,
Zurrar é próprio dos burros.

Regouga a sagaz raposa
(a)Brutinho muito matreiro;
Nos ramos cantam as aves,
Mas pia o mocho agoureiro.

Sabem as aves ligeiras
O canto seu variar;
Fazem gorjeios às vezes,
Às vezes põem-se a chilrar.

O pardal, daninho aos campos,
Não aprendeu a cantar:
Como os ratos e as doninhas
Apenas sabe chiar.

O negro corvo crocita,
Zune o mosquito enfadonho;
A serpente no deserto
Solta assobio medonho.

Chia a lebre, grasna o pato,
Ouvem-se os porcos grunhir;
Libando o suco das flores,
Costuma a abelha zumbir.

Bramem os tigres, as onças,
Pia, pia, o pintainho;
Cucurita e canta o galo,
Late e gane o cachorrinho.

A vitelinha dá berros;
O cordeirinho, balidos;
O macaquinho dá guinchos,
A criancinha vagidos.

A fala foi dada ao homem,
Rei dos outros animais:
Nos versos lidos acima
Se encontram, em pobre rima,
As vozes dos principais.

Pedro Dinis

(do que foi o meu livro em 1957)

PS: Há um, julgo que neste ou da 4ª. Classe, que conta uma história que sempre me marcou: o filho que cobrava à mãe um X por várias tarefas. A mãe como resposta escreveu uma longa lista do que fez pelo filho e tudo dava um somatório de 0$00.
Alguém se lembra?

Hoje estive com este e quando vi o preço voltou para a prateleira!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Vasculhando Sotãos

DESAFIO AS PALAVRAS














Na boca de muitos a palavra dócil tão falseada, que esmagam a frieza da preeminência de quem usa uma torrente de murmúrios como íman maléfico.
A caminhada é dura e já longa e as coxas dão sinal de paragem.
Sentada no chão, revejo traços de fragmentos de um inverno rigoroso que desaba num coração bombeado por sangue já tão desgastado.
Afinal sou matéria...mas também sou paixão. Levanto-me num gesto rápido, solto risos afugentando possíveis invasores numa luta que não dou tréguas e grito: A vida é a melhor prosa feita de folhas diárias...coloridas e outras desbotadas por lágrimas!
E num "DESAFIO" o sol voltou a brilhar!

Fatyly (já não me lembrava que tinha escrito isto)

Toze em Fevereiro de 2007






É assim que gosto de pensar que sou...















A fazer o meu caminho!

O Canto da Boop em 16/Outubro/2009



AUTORES

As grandes decepções que tive foram em criança e mais tarde no princípio da adolescência.

A primeira como anteriormente já aqui tinha dito, foi quando soube que não era o Menino Jesus que dava os presentes.

A segunda quando a minha irmã Joana me disse que o capitão Alvega das aventuras do Cavaleiro Andante não era português. Poderia lá ser! Como se atreviam a tirar-me o valente Capitão Alvega. Nunca deixei que me dissessem a nacionalidade, para mim continuava a ser português. A teimosia da falta de argumentos.

A terceira, um ou dois meses depois, terrível, que deu grande discussão com o meu irmão Alexandre, o mais velho , que cheguei a acusar de mau e cruel, quando troçou de mim por eu pensar que Emilio Salgari era português.
Tiravam-me tudo. Ficava só com o passado Histórico que era manifestamente insuficiente. Já não havia portugueses para admirar.

A quarta, uns dois anos depois, foi com Julio Verne. Dessa vez a zanga descambou. Acusei Joana e Alexandre de só me quererem magoar, de só estarem bem quando me viam decepcionada. Disse-lhes que não gostava deles.
Os pais foram chamados a intervir.

Felizmente quando li Cervantes sabia que era Espanhol.

Claras em Castelo em 28/Dezembro/2006

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sabias que...














segundo "fonte próxima" este é o actual transporte de todos os nossos políticos, magistrados, gestores públicos numa de contenção do défice orçamental? Só numa semana já pouparam 200.000.000.000.000€.

Ainda falam mal, não é?

domingo, 22 de novembro de 2009

BOM DOMINGO















Em casa é que não fico e sózinha vou secar o esqueleto por aí, mas longe de faces ocultas, furacões, futebois, virús, politiqueiros!
Até amanhã!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uma Planta, Plantando Sonhos




















No canto do fim do mundo
há uma flor
contando histórias!

À porta da minha casa
há uma planta
plantando sonhos!


Domingos Florentino
(pseudónimo do poeta africano Marcolino Moco)

Vou plantar sonhos cumprindo uma tradição que vem da minha terra. Ir pendurar algo natalício nas portas de amigos, familiares e até desconhecidos. O que penduro? O que faço e este ano são pequenininhos ramos de pinheiro (gamados mas sem destruir) com uns lacinhos feitos por mim.
A minha casa há dias que cheira tão bem!!!

Tenho pena que mores longe...mas fica com ele no teu coração!