segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Coisas que me tiram do sério!










1- Li a notícia aqui bem mais completa e muito menos alarmista do que a que a minha mãe ouviu na televisão, que iria faltar açúcar porque no Brasil a cana do açúcar era destinada à produção do Diesel e que blá, blá, blá...e na tacanhez do povo português ficou só retido "vai faltar" e de imediato açambarcar o mais que podiam.

Sei dessa produção, mas o maldito jornalismo televisivo é tão sucinto que não disse que o Brasil é enorme e que tem plantações de cana para o açúcar e outras para o Diesel e que Portugal sendo apenas do tamanho de São Paulo (a grande Sampa)pode abastecer-se noutros locais e...que enfim, coisas que vocês também sabem!

Alertada pela minha mãe, disse-lhe que já tinha lido, mas filha vê a reportagem na SIC e lá liguei e vi uma jovem jornalista que tem de fazer figura de parva, que me virou as tripas:

"O Sr. veio ao súper à procura de quê?" de açúcar, apesar de ser sozinho e diabético, levo 10kg, o máximo que deixaram. Por o português ser imensamente imaginativo/criativo mas só quando lhe convém, fiquei a pensar, das duas, uma
- será que é para vender duplicando ou triplicando o preço?
- ou será para distribuir pela família(o que duvido)?

"E a Senhora?" olhe menina,nem sabia que havia falta e só me apercebi pelo movimento em torno das prateleiras, levo dois como sempre faço quando acaba porque me dá para muitos meses.

Há uns anos foi com o arroz e recordo bem o que passado uns meses era ver no caixote do lixo quilos de arroz com gorgulho ou humidade versus estragado. Uma tristeza!

O açambarcamento de alguns, leva a que outros não tenham e como os nossos noticiários com o péssimo jornalismo de "impacto" podem despoletar problemas graves

2- Por falar em jornalismo, o que está na berra é o Wikileaks. A classe política e não só, fervilham porque a maioria tem rabos-de-palha esquecendo-se dos graves problemas internos. Não sei inglês e acredito que muitos como eu também não sabem e lendo aqui e acolá vou-me apercebendo de algumas coisas sem entrar em histerismos. Sendo a internet uma janela aberta
para o mundo, por vezes com "efeitos de boomerang" ainda não percebi realmente a ideia de Julian Assange - será política, jornalística, totó ou maquiavélica? E porquê só agora quando o site foi criado em 2007 (vedado) e abriu não sei se em 2008 ou 2009? Conspiração contra Obama? e porque não o fizeram antes contra Bush e o seu belo reinado?

Alimenta barriga? Não!
Soluciona problemas internos? Não!
Melhora a cabecinha dos políticos? Não!

Então...

Eh pá, bem luto contra uma geração de oprimidos, depressivos, tristes e desorientados e sinceramente quero lá saber de tais notícias, que se entendam e se é para mandarem um míssil, que mandem vários de uma vez por todas para acabar esta "pouca vergonha mundial", porque os que se julgam impunes e ou imunes também sofrerão as consequências, oh se sofrerão e nós...entre mortos e feridos alguém há-de escapar para restauração de um novo mundo.

Noutro contexto...

3- Por dois dos desportos de inverno estarem suspensos devido ao mau tempo, ao fazer zapping nos três canais, as galas de Natal em prol dos desfavorecidos, os Ídolos e o seu maravilhoso júri e a Casa dos Segredos, é de vomitar as tripas. Venha o diabo e escolha.

Voltei ao canal do desporto. Foram suspensos! Apaguei a televisão e como sempre adormeci num sono tranquilo, mas sonhei e só me lembro de ver "figuras públicas" envoltas em melado e a serem papadas por enormes vespas. Credo!

Acordei assarapantada e matei uma melga! Voltei a adormecer!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Dá que pensar...







Quando eu nasci, era preto
Quando eu cresci, era preto
Senti frio, era preto
Senti fome, era preto
Adoeci, era preto

O homem branco nasceu, era rosa
Quando cresceu, ficou branco
Sentiu frio, ficou roxo
Sentiu fome, ficou verde
Adoeceu, ficou amarelo
Quando morreu, virou cinza

Como é que pode o homem branco
Ter a cara de pau
De me chamar de homem de cor?

(não sei quem é o autor e quem souber que diga pf)

sábado, 4 de dezembro de 2010

1- Coisas que ainda hoje me fazem rir!

1- A minha mãe punha a minha irmã mais velha a brincar em cima dum enorme móvel para eu não lhe destruir os brinquedos. A vingança era fatal quando a apanhava a jeito!Coitada ainda hoje se lembra disso!

2- Eu e o meu irmão a seguir a mim, fazíamos uma dupla e pêras! A pior, ao entrarmos no quintal dizíamos que era "paneleiro" (só mais tarde vim a saber o significado) quem não chegasse primeiro à mãe. Ambos magrelas, corríamos bem, mas só que ele fechou a porta de vidro e eu em fracções de segundos fechei os olhos e enfiei o braço esquerdo pelo vidro. Um golpe do punho até meio do braço. Fiquei a olhar e era veias, gordura e osso, oh mano olha só que giro (porque estava quente e não me dóia) até está a gotejar e ele quando viu começou a berrar que nem um desalmado. Veio meio mundo em meu socorro e eu impávida e serena e lembro-me bem de que perguntei, mas para quê todo este festival? Resultado: dois bofetões em cada um, 28 agrafes, raspanete do médico, talas para não dobrar o braço e algo para as dores. Ainda hoje tenho a cicatriz, claro...bem mais pequena!

3- Quando vinha da escola adoravamos tocar nas maçanetas(mãos metalizadas), sinos e campainhas das portas e havia um velho que já tão farto (coitadinho) esperou por nós e antes que...deu-nos um banho de mangueira. Justificar à mãe e ao pai(que nesse dia estava em casa) foi bem pior. Resultado? umas nalgadas bem assentes e sem direito a almoçar. Vingamo-nos nas goiabas, fruta-pinhas e mangas e estivemos de cama dois dias com uma valente diarreia!

4- Andávamos na catequese. Quando acabava íamos fazer a ronda pelas várias capelas mortuárias para ver os mortos. Lembro-me de o meu irmão dizer: esquisito aquele tem a cara tapada com um lenço, bora tirar? Respondo eu: sim é melhor porque ainda pode sufocar. Era uma velhota e claro a família correu connosco. Oh mana coitada tu viste o ar roxo dela? É o que eu te digo, estava a ficar sem ar!!!

5- Visitas a famílias queque: a ladaínha de sempre: meninos portem-se bem. A roupa era feita pela minha mãe. Tínhamos a de andar no quintal e apenas dois conjuntos para sair. Mas odiava os vestidos com folhos, laços na cabeça e as sandálias amarradas com elástico para eu não as tirar. Ele odiava os calções de fazenda, os suspensórios e o famoso lenço na camisa. Um desatino por completo. Lá íamos os três e a minha mãe grávida do 4º. Entravamos e diziam logo olha a "famosa Fatyly" que vem tão bonita. Pois venho, mas estou a morrer de fome e o meu irmão também. Ainda hoje tenho pena da cara dos meus pais... De regresso já vinha descalça, sem laços e com o vestido todo cagadinho. Ele a agarrar os calções porque os suspensórios já era. Muita lambada levamos...mas emenda? zero! A minha irmã mais velha era sempre exemplar.

6- Nasceu o meu irmão João que morreu com 21 anos, e a minha irmã mais nova. Portanto éramos 5 filhos, mais dois sobrinhos da nossa queria MR que foi para nossa casa quando eu estava para nascer, e duas miúdas filhas da lavadeira que também foram criadas connosco. Portanto num total de 9 miúdos e 4 adultos. Aos fins de semana havia um doce feito pela MR. A minha mãe levantava-se para pegar no seu ganha-pão - a costura - e quando o meu pai estava em viagem, instruido por nós o meu irmão João começava a dizer as maiores porcarias, e resultava, enojados iam-se levantando deixando os doces e nós, oh, oh era a dobrar!

7- O meu irmão João com 4 anos engasgou-se a comer uma maçã. O meu pai viu-se grego e lembro-me de subir ao cajueiro e a pôr-me a gritar como "o tarzan" e os vizinhos que já me conheciam apareceram todos e lá conseguiram pôr o rapaz a respirar. Muito mais tarde teve uma nefrite aguda nos rins: repouso, dieta rigorosa e não é que eu e o meu cúmplice demos-lhe as bolachas e logo de chocolate e marmelada, que tinhamos recebido? Foi parar ao hospital e antes de irem eu disse o que tinha feito, o meu pai não me bateu, mas a minha mãe partiu a régua da costura no meu rico rabinho e ainda lhe disse: bem-feita! O meu irmão escondeu-se em cima de uma árvore!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Leitura que recomendo...




















(Compilação de várias crónicas publicadas pelo Destak, que disponibiliza várias sugestões, para que pais e filhos encontrem o caminho mais certo!)

Sei que não gostam de posts grandes, mas recomendo que leiam esta que achei tão acertiva:

Os anti-pais natais são uns infelizes

Vive no pólo norte, numa casa onde acabou de instalar aquecimento central, a pedido do seu braço direito - o Urso Polar - , dos duendes e até dos seus inimigos, que ficavam com as mãos geladas quando faziam incursões para roubar os presentes guardados na cave.
É absolutamente mentira que haja uma Mãe Natal. Não há, nem nunca houve. O Pai Natal sempre se manteve orgulhosamente só, e da sua vida amorosa ou sexual pouco ou nada se sabe, se é que há alguma coisa para saber. A imprensa tablóide daquele lado do planeta ainda procurou insinuar que era pedófilo. Na sequência de queixas anónimas, a polícia fez um raid ao seu computador e correspondência, mas as únicas palavras que surgiam invariavelmente em todas as cartas, eram Barbie e Playstation. Ainda se pensou que era uma pista, dois ou mais comentadores abordaram o assunto no telejornal das oito, mas o Supremo Tribunal do pólo norte mandou internar o responsável pela rusga, alegando que só alguém com uma mente doente procuraria denegrir a reputação do Pai Natal. Um procurador de um país europeu insignificante ainda tentou enviar uma comissão ao pólo sul para investigar o caso, com a «seriedade e isenção» que o caso merecia, palavras suas, mas os pobres foram corrido a bolas de neve por duendes e gnomos.
Tudo isto passou ao lado do Pai Natal, porque quem trabalha a sério, e há séculos sem fim, a favor dos mais pequeninos, já há muito que deixou de valorizar estas tentativas mesquinhas de gente que tem o coração tão gelado que não acredita nem na magia, nem na bondade. O Pai Natal já tem uma estante cheia de livros de filósofos e economistas de todos os tempos que escreveram variantes daquele livro que garante que não há almoços grátis. Guarda-os, declarou uma vez numa entrevista, porque precisa de alguma coisa que o recorde de que há mentes mesmo muito perversas e jura que todos aqueles escritores nunca receberam mais nada para além de carvão no sapatinho.
E mesmo assim não aprenderam a lição. Infelizmente, revela, são estes, ou clones destes, que decidem convencer os filhos de que o Pai Natal não existe e é uma invenção de mentecaptos que preferem viver num mundo de fantasia a enfrentar a realidade tal como ela é. Além do mais, tentam destrui-lhe a imagem, explicando às crianças que a barriga proeminente resulta de um excesso de calorias consumidas, chamando-lhes a atenção para o risco de virem a ter hipertensão arterial e diabetes, todos aqueles que procurem imitar o «velho das barbas», como lhe chamam. Falam em colesterol, HDL e LDL, descrevem mortes agonizantes e pavorosas e esquecem-se que o Pai Natal tem centenas de anos e uma saúde à prova de bala. Os anti-pais natais, que no fundo são anti-natal e anti-felicidade, troçam dos sobrinhos que deixam leite e bolachas ao lado da chaminé, considerando que o seu comportamento é «inadequado». Se ao menos fosse uma maçã ou uma cenoura! Mas mais do que isso, criticam os pais dos sobrinhos, irmãos ou cunhados, ou apenas os vizinhos, tanto faz, porque consideram que estão a deseducar os mais novos.
O Urso Polar queria correr com eles à paulada ou soltar-lhes os ogres aos calcanhares, mas o Pai Natal disse que não valia a pena, porque os filhos inteligentes dão um desconto a estes pais e continuam a pôr a meia ao fundo da cama e a vê-la encher-se todas as manhãs de natal, mas não contam aos adultos o que lhes aconteceu, para não os chatearem. Os adultos, coitados, diz o Pai Natal, que já inspirou milhares de especialistas em neurociência e psicologia, que hoje falam destas coisas como se as tivessem aprendido sozinhos, foram tão maltratados em pequenos que, no fundo, estão só a tentar poupar as suas crianças de uma dor semelhante. Ao estilo, «se ele nunca sonhar com nada, nunca vai ficar desiludido».
O Pai Natal acredita seriamente que estas crianças vão encontrar o seu caminho para a Terra do Nunca, mas a mim apetece-me ir buscá-los num trenó guiado por uma rena de nariz encarnado e brilhante, e trazê-las para o pólo norte, onde arranjariam um canto em ninguém lhes moesse a moleirinha.
Se alguém se quiser juntar a mim, ainda temos uns dias para os resgatar dos adultos que lhes querem estragar o Natal.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Parabéns Wind!

Porque hoje és bébe, pedi a este senhor que tocasse especialmente para ti.

Como sabes ele é "podre de bom" e foi díficil escolher uma e não é que ele resolveu tocar esta e vestir uma camisa tropical e pôr o gorro que lhe dei? :)

Por tudo e sobretudo por seres minha amiga desejo-te tudo de bom e ACREDITA que é tão BOM VIVER e que venham muitos e muitos mais anos!





Um dia feliz e recebe aquele abraço sincero e uma beijoca gandiiiiiiiii