quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

CAFÉ - Gosto muito, mas tudo que é demais não presta

Cinco cafés por dia não sabe o bem que lhe fazia



Há quem defenda que o café é o elixir da vida e a verdade é que é amado por muitos. Que o digam os cerca de 80% de portugueses que bebem café diariamente, e que o bebem cada vez mais, segundo dados da European Coffee Federation. Para esses milhões, temos boas notícias: estudos recentes mostram que beber café é mais saudável do que se pensa.

Os membros do grupo The Dietary Guidelines Advisory Committee — composto por cientistas que sugerem mudanças alimentares às agências americanas, levando a alterações nos programas alimentares e na comida que é servida nas cantinas das escolas — tiveram no café um assunto tabu durante anos, mas eis que este ano resolveram debruçar-se sobre o potencial da bebida e dar uma alegria a quem tem o vício da bica.

Segundo o estudo publicado na revista Esquire, os cientistas dizem ter encontrado “provas fortes” de que três a cinco cafés por dia, ou o equivalente a 400 miligramas de cafeína, não trazem mal ao mundo, muito menos à sua saúde. Ficou provado que o café pode reduzir os riscos de vir a ter diabetes tipo 2, doenças de coração e Parkinson.

Tom Brenna, membro do comité e nutricionista na Universidade de Cornell, disse à Bloomberg que “não quer dar a entender que o café cura o cancro”, mas “não há provas de que aumente o risco”.

A partir de agora, acabaram-se as desculpas para não ir beber aquele café a mais com os amigos, para não estudar ou para não trabalhar até tarde. Sempre que precisar de ficar acordado, aposte no expresso sem receios. O café consumido, no entanto, não deve ter a adição de corantes nem conservantes, ou seja, açúcar, natas ou leite, que devem ser consumidos moderadamen
te.

de Carolina Santos - jornal OBSERVADOR

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Obrigado à SIC pela Grande Reportagem - Às paredes confesso

Ouvi várias vezes e só pergunto a mim mesmo como é que quem nos governou e governa consegue dormir em paz e de consciência tranquila!

Milhões de portugueses "sem nada" reviram-se nesta reportagem, que deveria ser levada e mostrada na UE, sobretudo aos que agora dizem tão bem do governo português.

Quem fez a DÍVIDA é que deveria ser JULGADO, CONDENADO E ABANDONADO porque existem imensos Madoff,s por aí a fazerem grandes vidas e a gozarem dos rendimentos GAMADOS!!!!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pedro Passos Coelho no seu melhor!!!

“Nada disto deve ser misturado com a dignidade dos povos ou dos governos. São coisas totalmente diferentes. A dignidade de Portugal nunca esteve em causa durante o processo de ajustamento”, disse Passos, merecendo o aplauso da maioria.
(...)
O primeiro-ministro garante que nunca teria permitido que "a dignidade dos portugueses fosse atingida" e assegura que disse o mesmo ao presidente da Comissão Europeia."
(perdi a fonte)

Pois é Sr. Passos Coelho nada como camuflar os números estatísticos para ficar bem na fotografia " de que temos de empobrecer"... e o que dizer disto?:

Regras tiram 640 mil das estatísticas de pobreza em Portugal

Ler mais: EXPRESSO

Não seja patético porque a vida dá muita volta

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Saltos de Esqui- O recorde de Peter Prevec



Esloveno ganhou a prova deste sábado em Vikersund, estabeleceu um novo recorde de voo de esqui e saltou para o comando da Taça do Mundo.

A qualificação de sexta-feira e os treinos deste sábado em Vikersund já prometiam marcas bem distantes e um eventual novo recorde do mundo e foi preciso esperar até ao último salto da derradeira ronda para ver Peter Prevc deixar todos de boca aberta: o jovem de 22 anos não só bateu o anterior recorde de 246.5m do mundo como o fixou nos 250m. Um triunfo que lhe valeu a quinta vitória da carreira e a liderança da Taça do Mundo face à ausência do austríaco Stefan Kraft, que se encontra em Fallun, a preparar dos Campeonatos do Mundo.

Prevc foi o mais forte nas duas rondas com saltos de 237.5m e 250m!!! Marcas que lhe valeram 438.8 pontos. Foi apenas o segundo triunfo da temporada e nono pódio da temporada.

Eurosport

Até eu fiquei de boca aberta e pulei de contente. Que maravilha:)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

DESAFIO: Folhas em Branco que irão ser preenchidas por vós!

Existe o "Caderno Branco", mas optei por "Folhas em Branco" que irão ser preenchidas por quem quiser colaborar.
Não sugiro nenhum tema, apenas que escrevam algo sobre o que entenderem mas da vossa autoria.
Conforme aparecerem irão "para o post" com o autor, mas sem link e mais tarde irei imprimir para guardar como uma recordação vossa!

Fiz o mesmo há uns doze anos, ainda não andava na "blogolândia" e é tão bom reler!

Aceitas? Então força!

1º- de Maria Madeira do "Amanhecer Tardiamente"


Tem dias em que me sabe bem não me preocupar com o que os outros possam pensar de mim. Hoje é um deles. Por vezes desinteresso-me de tudo. Dos lugares. Das pessoas. Daquilo que muitos dizem ser interessante, quando aquilo que eles me querem vender como sendo interessante a mim não interessa rigorosamente para nada. Logo, acho-os gente desinteressante. Insistem em me querer moldar à maneira interessante como vêem a vida. Cansam-me as pessoas que insistem em apontar-me o caminho, tenho sempre a sensação que são sempre as pessoas mais desinteressantes que insistem em apontar-me caminhos. Que insistem em dizer-me para ir por ali. Chateia-me ir por e para onde elas vão. Lêem todas os mesmos livros que dizem ser os livros mais interessantes e só por serem lidos por tantos é que para mim entram automaticamente para a prateleira de coisas interessantes a evitar o mais tempo possível. É arrumá-los lá bem em cima, na última prateleira, onde tenho dificuldade em chegar, assim evito interessar-me por tudo aquilo que os outros se interessam. Sinto um enorme alivio quando olho para a prateleira lá em cima, cheia daqueles livros que gente importante já leu. Sento-me no sofá, fico ali um tempo a olhar, de vez em quando rio como se fosse tonta - só gente tonta não liga nenhuma a gente importante que lê livros interessantes - abano a cabeça, arrisco-me a pensar um bocadinho, muito pouco porque não quero perder o estatuto de tonta. Levanto os olhos ao alto mas não rezo, que isso de rezar é só aos domingos, e desejo que, em vez de livros eu tivesse a faculdade de pôr todas as pessoas importantes lá bem em cima, numa prateleira qualquer onde me fosse impossível ouvir o que dizem. Com toda a
certeza falam de assuntos muito interessantes... que não me interessam.

2º. de Pedro Coimbra do "Devaneios a Oriente"

KUNG HEI FAT CHÓI

Na próxima quinta-feira, dia 19 de Fevereiro do calendário Gregoriano, inicia-se o Ano da Cabra (Yáng) do Zodíaco chinês.
Os nativos deste signo são normalmente tidos por representantes da força e resistência, protectores dos fracos, confiantes e perseverantes.
Dotados de talento artístico, criativos, têm tendência para se envolverem em tarefas de apoio social ao mesmo tempo que abraçam uma carreira no universo das artes.
Inicia-se a época da maior migração mundial interna, de convívio familiar, de tradições que se repetem anualmente.
Macau enche-se de turistas, vê muitos dos seus habitantes de proveniência não chinesa partir para destinos exóticos em gozo de férias.
Com família de origem chinesa e macaense, passo a época aqui em Macau.
É tempo de saborear as iguarias típicas da época, de rebentar panchões (não sigo a tradição) de rever familiares que se fixaram noutras paragens, de trocar os tradicionais lai si (envelopes vermelhos com dinheiro símbolo e augúrio de prosperidade no novo ano que se inicia).
Tudo começará, como também já é hábito, com um almoço (yam tcha) com os colegas de Gabinete na quarta-feira.
Depois será tempo de convívio familiar.
Uma visita aos casinos (permitida aos funcionários públicos nos três primeiros dias do novo ano) não está nos planos.
A época do Ano Novo Lunar costuma (nem sempre é assim) ser a mais fria em Macau.
Não consta que o seja este ano.
Foi-o em 1996, no meu baptismo nestas celebrações.
E aquele frio húmido, que se entranha no corpo, nos gela os ossos, nos faz sentir constantemente encharcados, foi terrível para mim.
O corpo habituou-se, essa sensação horrível, muito mais complicada que o calor húmido, nunca mais aconteceu.
Despede-se o Cavalo, chega a Cabra.
E a obrigatória saudação repete-se vezes sem fim – Kung Hei Fat Chói!

3º. de Boop do "Canto da Boop"

É comum vê-la passear pela praia,

É uma mulher discreta. Corpo longilineo, roupas de tons neutros, um lenço na cabeça nos dias de maior vento.

Chega.

Entra no areal como quem chega a casa, em gestos graciosos senta-se no muro de cimento de tinta amarela já descascada, e tira os sapatos de salto raso.

Adivinha-se prazer de pisar a areia com os pés descalços, de sentir a mescla de calor e frio, o contraste da areia quente exposta ao sol, com a humidade dos grãos ainda molhados pela humidade da noite fria.

As marcas dos seus pés deixam um trilho desenhado até à beira mar.

Às vezes senta-se na areia, e perde-se a contemplar o mar. Outras, caminha lentamente, pés molhados, dançando com a cadência serena das ondas.
Eu gosto de a observar. Tento adivinhar-lhe o estado de espírito ora pela forma como pisa a areia, ora pelo tempo em que se detém junto ao mar. Às vez traz um apontamento de cor garrida. Um lenço vermelho, uma pregadeira laranja. Eu gosto de a ver com o casaco azul turquesa, mas ela usa-o tão poucas vezes.

Vem sempre só.

E eu olho-a de longe.

Mais que uma vez fiz a fantasia de ir ao seu encontro. Mas há algo de imperturbável na forma se relaciona com a praia e o mar.

De alguma forma não está sozinha ali. Está com a vida imensa que existe dentro dela, pessoa singular no seu palco interno povoado de muitos rostos, que ninguém vê. Só ela. Enquanto caminha, encontrando-se consigo própria, ao pé do mar.

4º. de GL do "Olhares que se querem lúcidos"

"Olho-o.
Como tecto, o céu
Como cama, a rua, como companhia gente que passa, indiferente.
Olhar vago, vazio.
Olhar de quem nada vê, olhar de quem já não acredita.
Não acredita no homem.
Não acredita na sociedade.
Não acredita no respeito, porque lhe é devido mas sempre recusado.
Não acredita na solidariedade, para ele apenas um mito.
Não acredita num amanhã, seja lá isso o que for.
Não acredita.

Olha, apenas e só.
Olha, olha-se mas não se reconhece.
No espanto da cabeça vazia, interroga-se.
Quem me transformou neste simulacro de gente?
Quem me roubou dignidade?
Quem me roubou amor-próprio?
Quem me roubou tudo o que se pode roubar a um homem?
Tudo, tudo, tudo...

Vê amanheceres e anoiteceres.
E vê a sucessão de dias, uns após outros.
E noites.
E semanas.
E isso, a que chamam tempo.
Esse não se esqueceu dele.

E é o cabelo que branqueia.
E a pele seca, ressequida por invernos, e verões, nunca primaveras.
Como será a primavera?
E as pernas que fraquejam.
E o corpo...
Corpo? Uma qualquer coisa coberta por um monte de farrapos.
Olhos baços, opacos.
Olhos que já mal vêem.
E gente que passa indiferente.
E gente que também deixou de o ser.
E ele, na sua imensa solidão.
Adormece.
Tranquilo.
Sereno.
Digno.
Finalmente é-lhe permitido ser Homem."

5º.- de FireHead do "Blogue do FireHead"

A minha conversa com a Ana M.

Ana M.: Sabes, ando a gostar imenso de estar contigo.
Eu: Só é pena não te lembrares de mim dos tempos do Colégio D. Bosco.
Ana M.: Eu era muito pequena na altura, tu sabes bem disso.
Eu: Como se eu fosse já muito velho!
Ana M.: Tu percebeste. As coisas estão diferentes agora.
Eu: Também mal era se não estivessem...
Ana M.: Ainda bem que tu voltaste para cá.
Eu: Ai sim? Então porquê?
Ana M.: Porque agora estás aqui comigo.
Eu: Destino, será?
Ana M.: Talvez. Acreditas nisso?
Eu: Acredito que as coisas não acontecem por acaso.
Ana M.: E estares agora aqui comigo ao fim de todos estes anos é alguma coisa de especial?
Eu: Confesso que há muitos anos atrás isso nem me passaria pela cabeça.
Ana M.: Nem pela minha. Deve ser mesmo o destino.
Eu: Um destino que se deve à crise que abraçou Portugal, o que me fez estar aqui de volta.
Ana M.: Agradeço à crise que abraçou Portugal, então.
Eu: Que má que tu és. Então e o povo que sofre?
Ana M.: Sofria eu sem ninguém que me ouvisse como tu me ouves.
Eu: ...
Ana M.: 我愛你 ("ngó ngói lei", em cantonense).
Eu: Não posso!
Ana M.: Que foi?
Eu: Tu já não te lembras que 我識講廣東話 ("ngó sek cóng cwóng tông huá", em cantonense)?
Ana M.: ...
Eu: 我也爱你 ("ngó tou ngói lei", em cantonense).

Nota:

我愛你 = eu amo-te
我識講廣東話 = eu também sei falar cantonense
我也爱你 = eu também te amo

6º.- de Tété do "NATUR(E)ZA)"

"SONHO"

Surpreendes-me a cada esquina, a cada passo
E julgo ver-te a ver-me entre a multidão.
Parece-me ouvir-te chamar se alguém me chama
E sinto o teu perfume na minha solidão.
Discuto e barafusto, é forçoso
Porque não arranjo um outro engenho pr'a chegar
Aonde julgo estar o fim preciso.
Mas discuto disposta a repensar.
Mas seja qual for a minha inquietação
Ou ilusão que haja que temperar
Na minha constante imaginação
Há um grito de amor pr'a te chamar.

7º. de setesois do "Contos Com Pontos"

Para ti...

Ter o teu amor,
Seria ter a paz,
Ter o teu amor,
Seria ter o mar
Como leito,
Ter as ondas para me
Embalar.
Ter o teu amor,
Seria ter o sol
Que me iluminasse,
Que me guiasse,
Ter o teu amor seria,
Ter o teu coração
Ter o teu amor seria,
Voar como quem sonha
Ter o teu amor seria,
Ser feliz,
Ter o teu amor
Era tu me teres a mim.