
(…)Quando os pais vivem momentos difíceis, podem até “entregar” os filhos durante períodos mais ou menos longos, passando os avós a “fazer de pais” e de encarregados de educação face à escola. Esta decisão parental tem evidentes repercussões futuras, que dependem da relação existente entre a segunda e a terceira geração e das circunstâncias em que a criança ou o adolescente passaram a viver longe da primeira casa. Em algumas consultas, ouvi queixas amargas e críticas aos pais por esta passagem para casa dos avós, sentida como um abandono (…)
São de evitar conflitos entre pais e filhos na presença dos netos, porque a continuidade da família e a harmonia entre as gerações são tranquilizadoras para os mais novos. Se existem contradições, devem ser discutidas sem que eles ouçam, mas nunca negadas perante uma pergunta: a uma criança ou adolescente é preferível não dizer toda a verdade do que tentar convencê-los com uma mentira piedosa (…)
In “A razão dos avós” Daniel Sampaio
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Este livro que já li, marcando imensas passagens, voltando a ler, meditar, pensar e rever, para mim é um dos poucos que está recheado de magníficos “exemplos” que podem ajudar a fortalecer elos e vencer barreiras entre gerações.
Sendo eu quem sou e pela minha experiência de vida, nunca abri mão de regras impostas, talvez a chave que muitos da minha geração ainda não encontraram:
- Jamais fiz o papel de “mãe e sogra” intrometida, opinativa, gestora, organizadora, enciumada, etc., bem ao estilo de muitos da minha geração, sem respeitarem o espaço que o casal deve ter. À custa disso muitos casais se separam.
- Se os pais ralham e castigam os filhos e estou presente, refugiam-se no meu colo e faço de contas que nem as vejo, dizendo apenas: o papá e a mamã têm razão, vai resolver “tudinho” com eles e depois vem aqui. O mesmo sucede quando é o inverso.
- Sou avó em SOS e sempre presente. Quando ficam comigo e abusam não há farinha amparo para ninguém, digo não…é NÃO, digo sim…é SIM, levantarem a mão ou fazerem birras, oh, oh…prefiro dar uma palmada na hora que mil palavras ao vento. Se nunca fiz todas "as vontadinhas às filhas" hoje faço o mesmo com as netas.
- Como é óbvio os netos agarram-se mais aos avós presentes não querendo dizer que ser “presente” é a obrigatoriedade de estar todos os dias com eles, porque o que é demais...não presta. Até porque…
- Deixamos de viver para viver em função dos filhos e dos netos.
Há avós que tanto sofreram para criar os filhos e hoje, que podiam ter um bocadinho de mais descanso, vêm-se a braços com os netos porque os pais, por mil e uma razões e algumas bem tristes, demitiram-se do seu papel, o que não deixa de ser uma dura realidade!
Qual é a tua opinião? O que fazes ou farias?