domingo, 3 de março de 2013

O mesmo cenário





Deparei-me com esta foto e chorei!
Todos os países têm os seus militares,
homens ou mulheres que em nome
da sua pátria cumprem um dever.
Não me vou exceder nos prós e contras.
nas mazelas deixadas, se sim ou não.
Apenas, um desabafo meu.
Esta foto...
fez-me retroceder ao passado!
Eu vi o que muitos viram
Eu sofri o que muitos sofreram,
fardados ou não
eram portugueses, eram angolanos
homens simples, simples homens
dando o último colinho a quem não resistiu
aos quais se aconchegavam num choro compulsivo!
A...mesma foto...
neste caso um americano tão menino,
tão fragilizado
dando o último aconchego a uma criança iraquiana!
A...mesma foto...
espalhadas por esse mundo fora
onde paga o justo pelo pecador!
Mas apesar de militares, são jovens,
com familiares sofrendo por eles
neste mundo de reinantes tão crápulas!
A... mesma foto...
acolho-te no meu colo a ti soldado...
porque a morte já acolheu esse ser indefeso
e sabes porquê?

porque... ainda hoje tenho medo,
muito medo desse cenário!


Fatyly (2006)

23 comentários:

  1. muito, muito emocionante. Um arrepio e uma inevitável lágrima. Grato por isto.
    Beijo.

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    1. daí eu fugir de filmes de acção violentos e sobretudo imagens de guerra, tornamos-nos opacos e lágrimas secam...mas ver soldados a combaterem e milhares de vezes a protegerem os indefesos...é de louvar.

      Beijos e obrigado

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    1. e reais e tantos vividos na primeira pessoa.

      Beijos e obrigado

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  3. Acredito que, quem tinha vivido estas situações, nunca mais as posa esquecer :(
    O Horror!!

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    1. não jamais se esquece...e numa guerra mesmo quem é atacante a maioria deles protegem os indefesos como a foto mostra.

      Beijos e obrigado

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    1. Nada amiga e infelizmente é uma constante da vida e só quem passa por elas!

      Beijos e obrigado

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  5. Essas imagens sao sempre arrepiantes, e o teu texto tb
    kis :=(

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    1. São e esta foto até ganhou um prémio e perdi o link da mesma e o meu texto é a mais pura verdade. Jamais critico os soldados a tal carne para canhão...

      Beijos e obrigado

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  6. Não há palavras.
    Atitudes, precisam-se com urgência.

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    1. E tive...e fiz...e ajudei a encobrir tantas "atitudes" dos nossos soldados que socorriam o inimigo e por vezes tratados nos hospitais militares como se fossem do exército português.
      Dói...dói...e jamais sou capaz de condenar um soldado a invés dos comandantes que sentados em poltronas ordenam "como senhores do mundo".

      Beijos e obrigado

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  7. Magnífico texto, cara amiga!

    Boa semana e um beijinho!

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    1. Boa semana também para ti amigo e

      Beijos e obrigado

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  8. E pensar que os soldados se deparam com tantas situaçõs como esta. E o bonito é que percebemos que ainda assim, se emocionam e se comovem ao ver uma criança morta, o que significa que não se brutalizaram diante de tanto horror. são sensíveis e nos emocionam com fotos como esta. E como já foi dito, há coisas que não se consegue dizer em palavras. Apenas se sente.

    Forte abraço

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  9. Muitos antigos militares que estiveram em África ainda hoje sofrem seriamente por causa daquilo por que passaram na guerra. Tenho um amigo aqui, já idoso, que é português de etnia chinesa nascido em Moçambique e ele viu, com os seus próprios olhos, os pretos a festejarem, aquando a independência da sua terra, matando famílias inteiras de brancos. Num dos casos ele viu um carro com uma família de brancos lá dentro cheios de medo enquanto os pretos atearam fogo ao veículo e se divertiam a vê-los morrer. Disse-nos ele que só não morreu também porque não é branco... Um horror!

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    1. Moçambique não sei mas acredito que sim, porque também houve essa pratica de brancos sobre os pretos e muitos pretos salvaram brancos e vice versa. Os pretos que perfilaram o exército português viviam num dilema dantesco e tive amigos que desapareceram, tudo porque sabiam que em algumas missões iriam matar todos das suas sanzalas e como tal desertaram e dois deles acredito que foram mortos os outros nunca mais soube deles.

      O que eu vi, o que nós vimos e sobretudo o que o meu irmão como comando viu, sentiu, salvou e claro para não ser morto atirou e matou... marcou-o profundamente e ainda tem pesadelos com cenários de guerra. Não consegue verbalizar e muito menos gabar-se ou exagerar, mas sei que o stress traumático de guerra marcou uma geração e os médicos só conseguem tratar quando o próprio ou a própria reconhece que sofre disso!

      O teu amigo salvou-se por não ser branco e eu que sou branca salvei-me porquê? Porque tantos pretos conseguiram sair?
      Numa guerra ninguém sabe quem é quem, porque o medo não tem cor, sexo, religião, mas digo-te Fire...muitas tropas estrangeiras foram infiltradas para implementarem o caos e fico-me por aqui!

      UM HORROR que espero não voltar a viver...mas a onda de indignação que vislumbro... não me dá um certo descanso!!!!

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    2. Os verdadeiros culpados das guerras das independências eram os americanos do Kennedy e os soviéticos. Esses é que andavam por trás, auxiliados pela hipócrita ONU que defende o direito à autodeterminação dos povos. Pessoalmente eu acho que Portugal fez mal e em partir para a guerra para defender aquilo que entendia ser seu (as províncias ultramarinas), devia era ter dado a independência aos países africanos de língua portuguesa e retirado de lá todos os portugueses (seja de que cor for). Depois deviam ter fechado as fronteiras daqui e impedido que os que festejaram a independência vissem para cá, como acontece muito agora, com hordas e hordas de imigrantes africanos que vêm para cá para nos chular, roubar e matar.

      Tenho um vizinho, já cota, que é da Guiné-Bissau e que serviu o exército português por lá. Disse ele que quando a Guiné se tornou independente que ficou muito feliz, porque acreditou que os portugueses lá só faziam merda, só reprimiam, só atrasavam o desenvolvimento da população, etc. Depois viu com os seus próprios olhos que se enganara, pois os pretos só destruíram aquilo, veio a corrupção, rivalidades internas inter-étnicas, tráficos, etc. e que decidiu ele? Vir para cá, pois! Agora já lhe serve ser português, no entanto não se coibiu de festejar a independência da sua terra! Eu se mandasse nisto mandava-o era de volta para a terra dele, pois Roma não paga a traidores!

      Angola e Moçambique eram dos países mais desenvolvidos de África logo a seguir à potência África do Sul, governada pelo "maldito" Apartheid. Moçambique, onde o meu pai esteve, era um país que prestava serviço e onde o marisco era ao preço da chuva mijona. Também tenho tios que viveram em Angola e primos nascidos lá, aquilo era desenvolvido, havia trabalho para todos, nenhum preto passava lá fome, havia segurança, havia ordem... mas havia também o malvado do branco a mandar e isto os pretos não admitiam. Vieram a independência, roubaram tudo o que os brancos lá produziram, correram com os brancos de lá para fora (os meus tios voltaram para cá de mãos a abanar), destruíram tudo e agora estão na merda. Porque será? Porque trabalhar não é com eles, não produzem, só estragam, só fazem merda. Agora que são independentes, é só miséria, é só problemas, é só uma pequena parcela da população que é podre de rica (como a princesa de Angola), e muitos querem fugir para cá à procura de melhores condições de vida, estando cá muitos a viver às custas dos contribuintes. Foi para isso que quiseram a independência? Então que se desenmerdassem, porra!

      A culpa disto só pode ser mesmo do branco... não tivesse ido para África e estaríamos todos encantados da vida...

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. Pois é amigo e foi contra isso que nos insurgimos contra Salazar que deveria ter dado a independência em 1961, tinha eu 10 anos. Em Angola havia menos racismo o que não quero dizer que não houvesse...e para milhares e milhares tanto nos fazia sermos governados por brancos, pretos ou mulatos.

      Mas a riqueza daquele país sempre falou mais alto.

      Muitos e muitos voltaram e Isabel dos Santos implementou algo que só lhe ficou bem "como princesa": quem tivesse tido empresas, fábricas, fazendas - pretos ou brancos ou mulatos porque também as tinham em grande etc, etc, com a respectiva documentação poderia voltar e o certo é que por exemplo, e falo apenas dos casos que conheço, o Macambira, o Baleizão, e outras empresas foram restauradas...mas com uma condição: podiam levar empregado de cá, mas teriam de contratar o mesmo número de lá...e a pouco e pouco Angola está a renascer das cinzas. Trabalho que o pai NUNCA fez e ela é rica, poderosa...mas amiga do seu povo. O mau e bandido era Savimbe...embora eu achasse que o país foi ao fundo graças "aos salteadores das arcas recheadas" como Mário Soares & Companhia que entregaram Angola ao MPLA que só mandava em Luanda e Cabinda, a troco de quê?

      O resto meu amigo é para esquecer...Salazares, Kennedys e afins já se foram e ficarmos agarrados ao passado não faz o meu género...até mesmo em Portugal...a culpa é sempre dos antecessores e nunca dos presentes...e como tal a culpa é de todos...e não é de ninguém!

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    5. Apesar de salazarista, não tenho problemas em admitir que isso foi um grande erro de Salazar. Ele era patriota e nacionalista, quis de facto preservar o império português construído durante séculos por laços de sangue e também de amor, nos quatro cantos do mundo, desde o Minho até Timor. Salazar fez de Portugal grande, não só de tamanho como também da alma, ao contrário de agora, um país onde pululam salteadores traidores da pátria, do Portugal pequenino, do Portugal complexado, do Portugal que já nem se lembra da sua grandeza do passado, que já nem sequer sabe que ainda existem comunidades portuguesas em lugares longínquos como Goa, Damão ou Malaca. Um Portugal sem memória que caminha rumo a um futuro perdido. Salazar devia ter previsto que era impossível manter o império porque tinha o mundo inteiro contra Portugal, mas o 25 de Abril já se deu depois, com os traidores da pátria como o Mário Soares que ultrajou a bandeira nacional e desejou a morte dos seus compatriotas no Ultramar. Voltou para cá e foi recebido como um herói... e ainda há muitos que continuam a adorar o homem como se fosse um ídolo, uma espécie de Che Guevara ou Simon Bolívar. E como ele é eterno, quanto mais tempo ele viver, maior a carga para os contribuintes portugueses. É o preço da traição que o povo tem que pagar pela democracia, onde o justo tem que pagar pelo pecador desde que a maioria seja pecadora.

      Tu acreditas que Angola está mesmo a desenvolver-se? A custa de quê? Não te iludas: é um crescimento enganoso. A população miserável continua. A miséria aumenta. Aquilo só está é bem para uns poucos, não para todos. Se Angola estivesse realmente a bombar, porque é que os angolanos que estão cá não voltam para lá? Eles não são estúpidos. Eles sabem-na toda. E depois nunca se sabe se eles não destroem aquilo tudo como fizeram depois do 25 de Abril. Por eles eu não ponho jamais as minhas mãos no fogo. Os portugueses que estão lá a viver, e eu conheço gente que está lá, podem até estar a ganhar muito bem, mas também são muitos que vivem constantemente com o credo na boca. Muitos vivem em condomínios fechados, com segurança. Nunca se sabe o que é que lhes pode acontecer numa bonita noite na rua. Até o meu pai diz sempre "África nunca mais". Ele viu a destruição. Ele viu um país (Moçambique) cheio de potencialidades. Viu hectares e hectares incontáveis que, se trabalhados como estavam, matariam a fome a toda a gente e mais alguma. Tudo destruído, amiga. Antes do 25 de Abril, não se via crianças nas ruas a morrer à fome. Não se via tanta miséria. Não se via guerras e conflitos internos. Porque o branco controlava. E o branco era mau por isso. Com o slogan "África para os africanos", os brancos, naturais ou não de África, foram corridos de lá. E hoje querem transformar a Europa num continente deles também. Portanto, depois das descolonizações europeias, África para os africanos, Ásia para os asiáticos, América para os americanos... e Europa para todos? Ai daquele que disser que não, que isso é racismo e aqui d'El Rey...

      O fascismo hoje em dia continua a ser muito demonizado, tudo porque não havia liberdade. Mas nesses tempos Portugal era a quinta economia do mundo, havia produção, havia sectores primário e secundário, Portugal era auto-subsistente, havia segurança nas ruas, a justiça era implacável, havia valores, havia princípios, as pessoas eram mais honestas, a ensino produzia bons alunos... Hoje temos a liberdade e olha, caraças, só podemos é ficar a falar mal e fazer manifestações que só prejudicam ainda mais o país. A nossa liberdade individual colocou-se acima do bem comum, a nação. Será que valeu a pena? Deus, Pátria e Família, defendia Salazar. Hoje Deus é insultado, a Pátria caga no povo e a Família é cada vez mais atacada. Que futuro temos aqui? Eu não tenho dúvidas: nenhum. É por isso que eu me vou embora.

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    6. Tens razão em muita coisa que dizes...e estás ainda na idade de emigrares ou melhor voltares à tua terra...agora eu não amigo!
      Beijos

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