terça-feira, 17 de maio de 2016

Ser avó é também dar asas à imaginação dos netos. Julgo eu!

Hoje fui surpreendida com este trabalho e pensei logo na utilidade do mesmo e de onde tinha surgido? Mais um trabalho para a escola? Seria?







Quando chegaram perguntei e em coro responderam fomos nós avó. Fizemos durante o fim de semana. Aproveitando caixas, imprimindo o "aviso" que pintaram para não gastar tanta tinta da impressora, uma base em plástico forte e mil e um agrafes e fita cola.

Avó, depois de lavares o chão já não precisas de nos avisar para deixarmos secar e até para não cairmos. Pões o aviso e assim é mais fácil obedecermos. Obedecerem? Quer dizer avó, claro que obedecemos mas por vezes estás a fazer outras coisas e nós pisamos sem querer, percebes? Claro que percebo. Assim seca "sem borradas ou pegadas". O Lucky e a Zara também já perceberam. Dei uma sonora gargalhada...a sério? Experimenta avó e agora vamos fazer os trabalhos.

Os cães estavam na varanda e na porta de entrada pus o "aviso". Lavei o chão e fiquei na cozinha a apreciar a reação deles. Não entraram mesmo e ficaram sentados até eu retirar o dito.

Também fizeram uma tabuleta para a casa de banho "Livre" e "Ocupado".

Desde pequeninas que lhes ensinei a fazerem coisas como eu fazia em miúda porque os brinquedos eram caros. Hoje já são elas que tomam diversas iniciativas e algumas com imensa imaginação!

Ambas têm uma secretária. A mais velha é muito arrumada a mais nova é tudo ao molho e fé em Deus:) Legos e puzzles são de ambas e sempre foi o seu maior entretimento. Mas fazem-nos no chão e por vezes há peças tão pequenas que tenho medo de pisar e cair. Crescidas como estão, sabem que vou à terça e sexta por causa delas e na véspera arrumam. Arrumam? Encostam tudo num canto onde está sempre um aviso. Avó não mexas e assim posso entrar e sair sem cair como elas dizem:)))

Quando se juntam os quatro...eu fujo e só lá vou quando me chamam para ajudar em qualquer coisa, porque agora são elas que ensinam o mesmo aos primos. No domingo e enquanto chovia, fizeram carros de cartão com rodas de caricas:)))) e meu rapaz fez um carrão e disse-me é "branco como o teu avó":))))

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Fui ver a minha mãe e estive duas horas com ela. Conversámos muito, gosto muito da comida e de todo o pessoal. Dei-lhe massagem nas pernas e nos braços, pediu-me roupa mais leve o que levarei na sexta. Dá uns pequenos passos mas as dores são muitas mas já é um pouco mais autónoma na companhia das canadianas e claro da cadeira de rodas que já manuseia muito bem.
Abracei-a, dei-lhe um beijo e ficou  na sala com as companheiras, instalada no seu cadeirão, de onde me disse adeus até eu sair com o carro e portão se fechar!
Mais integrada, tem tido visitas como há anos que não tinha quando estava na sua casa. Era eu e mais duas vizinhas e os "outros" vinham quando o rei fazia anos!

Claro que a sua casa era a sua casa, mas a vida por vezes não é como queremos mas devemos aprender a contornar os obstáculos e a idade não perdoa! - Palavras dela!

14 comentários:

  1. E assim se aprende responsabilidade, ordem, respeito pelos outros.
    Uma avó como há poucas, a Fatyly não vai pelo caminho mais fácil que é sentar os netos frente à televisão, ou dar-lhes um tablet para as mãos para que se entretenham. Isto não é educar, isto, na minha opinião, é alienar.:(
    Achei graça que até o cão respeitou o aviso, é assim mesmo.:):)

    Óptimo a Mãe estar já tão integrada e, o que é mais importante, a sentir-se bem. Estou em crer que as pessoas quando têm necessidade de ir para um Lar,se forem devidamente acompanhadas pelos filhos/familiares e amigos acabam por se adaptar.
    Dificilmente se adaptam aqueles que são literalmente despejados, que nunca mais vêem ninguém da família, para esses o final de vida é uma verdadeira tragédia.
    Beijinho.

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    1. Quando fico com elas e sobretudo nas férias escolares pouco ou quase nada de televisão mas resmas de imaginação:))) e juntamos jogos de tabuleiro, dados e peões:)))

      Os cães GL, agora são dois e estão ali em cima no header do blogue.

      Quanto à situação da minha mãe, sim tens razão, mas sinceramente não critico quem "apenas despeja" os pais num lar. Há uns anos vivi e presenciei a ausência do filho porque o pai sempre foi para ele um péssimo pai. Piorou com a doença e num lar quando o via tratava-o tão mal, mas tão mal que nem imaginas...o invés de quando a filha o visitava.Esta só lá ia quando o rei fazia anos. Inacreditável a forma de ser e estar daquele senhor o que levou o filho à exaustão total e por ordem do médico deveria...afastar-se. Não desistiu de ver o pai mas compreendi que era por "obrigação/dever". Como esse caso presenciei outros mais, embora saiba que há pais e pais como há filhos e filhos. Muitas vezes se fala deste "flagelo" mas, por conhecer bastante da realidade, nunca tomo partido de...preciso de saber o "passado". Complicado mas muitas das vezes o que parece não é!

      Tal como as crianças por vezes retiradas dos pais porque estes andam numa guerra e fazendo delas "mochilas de recados"...o que serão no futuro? Há dupla penalização para a criança que quer ficar com o pai em vez da mãe e ou vice-versa e qual a penalização para os pais? Que trabalho se faz com estes pais? Adultos que não se entendem onde uma criança que deveria ser dos dois...não...discutem como se de uma mobília se tratasse.
      Vi, ouvi e acompanhei vários casos a nível judicial que me agoniaram para sempre.
      Também me divorciei e nunca por nunca as filhas foram "mochilas de recados". Quando o juiz lia o que tinha decretado X dias para fulano, X dias para sicrano...mandei parar e disse apenas que não eram "sacos de feijões" mas um bem em comum e que ele como pai seria livre de estar com elas sempre que assim o entendesse e nunca por nunca as pus contra o pai.

      Quando é que os adultos/pais entendem que a guerra é entre eles e nunca com os filhos? Não é fácil...mas nada impossível e se todos fossem assim, muito coisa seria melhor.

      Há excepções dantescas...e aí sim, a actuação deve ser de "mão pesada".

      Beijos e obrigado

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  2. A iniciativa dos netinhos está bestial.
    E a mãe está a ajudar a que a vida retome o normal.
    Beijocas

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    1. Ora bem...dizes tudo o que subscrvo:)

      Beijos e obrigado

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  3. Os teus netos uma delícia:)
    A tua mãe outra delícia pela Senhora que é e como se adaptou à nova vida!
    Beijocas

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    1. São mesmo e crescem tão rápido!

      A minha mãe tem muita força e tem conseguido contornar obstáculos que só visto, como a locomoção. A sua fé continua inabalável, mas como ela diz...a idade, minha filha, não perdoa e tens de aceitar sem revolta o estado actual da tua velhota.

      Beijos e obrigado

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  4. Perante um trabalho desses podia dizer que os netos têm "queda" para essas coisas...

    Apesar de muita coisa que ainda se vai ouvindo, a maioria dos lares hoje em dia estão muito mais humanizados do que acontecia há uns anos. Outra formação de quem lá trabalha, outra maneira de os dirigir e, também, outra exigência de quem lá confia os seus. Apesar disso é sempre bom estar de olho e atento a todos os pormenores...

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    1. Têm sim e quando se juntam para além de serem uma turma de índios:))) também acalmam-se e as mais velhas ensinam os mais novos.

      Quanto ao lar subscrevo o que dizes e estou de olho...ó se estou e muitas vezes apareço nas horas impensáveis fora do horário das visitas. Digo-te que foi o único dos vários que vi que não ficou uma porta fechada e mostraram tudo. Para além da formação que devem ter e neste caso têm, também é preciso ter muita paciência, auto-controlo, carinho e ralhar se for preciso.

      Beijos e obrigado

      Beijos e obrigado

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  5. Há avós e avós. A sogra chinesa do meu tio que vive aqui em Macau é cá uma boa peça... está sempre a defender os seus dois netinhos (um com quase dois anos e um com quase meio ano de vida) mesmo que eles se matem uns aos outros. Aliás, o caso está a assumir contornos completamente preocupantes, pois o mais velho dos meus dois sobrinhos ainda não sabe falar e ainda usa fraldas.

    E antes que fiquem a pensar em coisas, isto não é uma educação à chinesa. É uma educação falhada, isso sim. Tenho pena deles e de certo modo também do meu tio. Enfim, arranjou sarna para se coçar. Dias melhores virão.

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    1. Claro que não é "educação à chinesa" e conheço vários casos idênticos. Há avós permissivos demais e quebrando as regras dos pais. Ora se eu fui mãe e pai naõ tendo permitido muita coisa às filhas, não conseguiria mudar em relação aos netos. Sempre tive o meu lado doce mas também o meu lado menos doce e todos eles gostam de mim mas quando digo não...é não mesmo.
      Tenho pena desses pais como o teu tio e infelizmente dependem dos avós para ficarem com os netos.

      Tudo passa amigo, mas criança super protegida pelos avós é mau e terão os pais de chamarem a atenção para tal atitude.

      Beijos e obrigado

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  6. Os teus netos nem sabem a sorte que têm por usufruírem de uma avó como tu. E tu adora-los, é notório. Ainda bem.

    Um beijinho :)

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    1. Eu digo tantas vezes para mim própria...há que aproveitar e ajudar enquanto pudermos, porque quando crescidos por vezes afastam-se e vão à vidinha deles:))) mas deixar uma boa semente na sua formação humana é sempre uma mais valia.

      Gosto dos quatros de igual forma, não consigo dizer como muitos avós o dizem que há um ou dois preferidos. Não! Chegou-me ter uma avó materna que gostava/defendia/prendava determinados netos e com os outros onde eu estava incluida...a total indiferença etc, etc.

      Beijocas e obrigado



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  7. Li este seu texto de um gole só, com cuidado não fosse desperdiçar alguma gota. E gostei. Ó se gostei. Gostei da parte em que fala das netas, da idade fabulosa em que não percebemos ainda o quanto somos felizes, da idade em que não temos quaisquer responsabilidades a não ser a responsabilidade de sorrir e ser feliz ao lado de pais e avós. Caramba, crescer dói que se farta. Ser responsável pesa que se farta. Perder os que mais amamos dói que se farta. Viver por vezes dói e farta. Ser pequenino é um privilégio e não cansa nem nada (tudo isto reportando-me a este seu texto).

    Bom domingo, Fatyly.

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    1. A mais velha é imensamente responsável a mais nova é também mas mais aérea e quando liga a ficha à lua...está tudo estragado, embora esteja a melhorar bastante. Os tempos livres dos pais, ou seja à noite e fins de semana acompanham-nos em tudo. Cinema, treinos e provas de Triatlo (a mais nova é a papa troféus porque é óptima), estudam com elas e ajudam muito em casa cada um com as suas tarefas. Falam muito sobre tudo e incluindo debatem o tema do programa "e se fosse contigo".

      Para qualquer emergência se os pais não atenderem ligam para mim...e ajudo a resolver problemas e socorrer até em acidentes como terem caído etc e tal. Agora levar-lhes algo que se esqueceram em casa, jamais (ordens dos pais) e se levarem falta de material com ela aprendem a cumprir a 100% a regra: tudo arrumadinho à noite, verificarem bem se levam tudo. A mais nova levou uma falta de material e aprendeu até hoje:)

      Crescer dói mesmo, mas compete-nos a nós avós e pais dar-lhes as ferramentas para enfrentarem e defenderem-se da ferocidade da sociedade em muitos níveis.

      Esconder das crianças "que alguém está doente e ou morreu", para mim é a pior atitude porque em todas as idades há "forma de explicar" coisas que também fazem parte da vida e as crianças super protegidas saem sempre a perder!

      Um resto de bom domingo

      Beijocas e obrigado

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