terça-feira, 3 de março de 2026

SEM TITULO

Já fui árvore altaneira, De fundas raízes, frondosa. Já dei sombra, dei madeira, Consideraram-me a mais formosa. Mas veio um vento de Norte Um temporal negro, medonho Que me sacudiu tão forte, E me torceu num remoinho, Fazendo que visse o fim, anunciando a morte. Hoje, jazo nesta margem. Já sou só um tronco aberto. Apodrecendo pouco-a-pouco. E vou assistindo à passagem, Deste tempo "encoberto", Destas águas e deste povo.
Postado por Bartolomeu

20 comentários:

  1. TUDO tem um tempo real de vida. As árvores não são exceção.
    .
    Saudações cordiais e poéticas
    .
    “” Coração Iluminado
    ““

    .

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  2. As árvores também se abatem.
    Beijos e um bom dia.

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  3. Triste ver árvores assim! beijos, chica

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  4. Nem todas as árvores morrem de pé.
    Uma flor 🌺 para animar o teu dia.

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  5. Vi imagens do pinhal de Leiria neste domingo.
    Uma dor de alma.
    Beijos

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  6. Já fui árvore frondosa ...!
    Também eu já fui muitas coisas e agora vejo-me quase como esse velho tronco!

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    1. Concordo mas todo o ser humano faz esse caminho bem ou mal, curto ou longo!
      Beijos e um bom dia!

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  7. Vejo um velho tronco
    caído, tristonho e envelhecido
    que inspirou alguém
    a dar-lhe um poético sentido.

    Um abraço.

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  8. Confesso que me emocionei com o teu texto. Pode ser até que a forma daquele pedaço de tronco, retorcido e inerte, me tenha influenciado; pode ser que sim ou foi simplesmente a junção de ambas que mais me impressionaram. Adorei!
    Beijinho com sorrisos

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    1. O texto é do Bartolomeu que há anos fechou o seu blog e não sei a razão! Concordo contigo!
      Beijos e um bom dia!

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