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quinta-feira, 11 de maio de 2017

DESAFIO- Escreve algo sobre esta foto!

Aceitei e eis o resultado!

Um dia voltarei...



Não tinha lágrimas quando os meus amigos de infância diziam-me adeus naquele cais de partida.
Eles optaram por ficar e olhei pela última vez para o Jacinto, a Joana, o Mekui, o Dalatando, o Caldinho, o Zé, a Branca, a Luisa e tantos outros.

Numa troca de olhares e num acenar tão cúmplice, prometemos: um dia voltarei!

sábado, 7 de maio de 2016

DESAFIO - Descreve esta foto



Sou uma mulher simples...
mas nunca uma simples mulher!
Gostaria de ser amada por um homem simples... 
mas nunca por um simples homem!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

DESAFIO - Eu pecadora me confesso






















EU QUERO - continuar a ser quem sou
EU TENHO - muitos sonhos
EU ACHO - que melhores dias virão
EU ODEIO - a mentira, a hipocrisia, a corrupção e a discriminação
EU SINTO - quando as minhas filhas não estão bem
EU ESCUTO - o desabafo dos outros sem andar no diz-que-disse-mas-não-disse e a natureza
EU CHEIRO - bem, porque tomo banho todos os dias
EU IMPLORO - que aprendam a gostar de vós, para poderem gostar dos outros!
EU PROCURO - aprender todos os dias
EU ARREPENDO-ME - de nada, mesmo nada até das merdas que fiz
EU AMO - a minha família, a vida, quem anda no mundo por bem e até tu que me visitas
EU SINTO DOR - por diversos motivos, mas ataco logo porque é para isso que existem os comprimidos, os gestos, o estender de mãos
EU SINTO A FALTA - de uns braços masculinos que me agarrassem na hora certa
EU IMPORTO-ME - com tudo o que me rodeia
EU SEMPRE - fui refilona, brincalhona e amiga do seu amigo
EU NÃO FICO - quieta à espera que as coisas me caem do céu
EU ACREDITO - no ser humano
EU DANÇO - quando limpo a minha cubata, ou até na rua se oiço alguma que gosto
EU CANTO - tão bem, mas tão bem que até assusto
EU CHORO - muitas vezes mas sempre sozinha
EU FALHO - tanto, porque não sou perfeita
EU LUTO - sempre e sem nunca desistir
EU ESCREVO - a minha verdade sentida
EU GANHO - a maior riqueza nas pequeninas coisas que a vida me dá
EU PERCO - sempre quando jogo com as netas os Descobrimentos de Katan e Monopólio
EU CONFUNDO-ME - com datas passadas
EU ESTOU - feliz e a sorrir
EU FICO FELIZ - por ter chegado aos 65 anos
EU TENHO - tudo para ser feliz
EU PRECISO - do meu espaço onde impere o silêncio
EU DEVERIA - não ter batido com a cabeça no anel da parteira:)
EU SOU -
aquela que ele mais queria
pra me dar algum conforto e companhia
era só contigo que eu sonhava andar pra todo o lado e ate quem sabe talvez casar
ai o que eu passei só por te amar
a saliva que eu gastei para te mudar
mas esse teu mundo era mais forte do que eu e nem com a força da musica ele se moOOOOOooooooooveÊÊu.

mesmo sabendo que não gostavas
empenhei o meu anel de rubi
para te levar ao concerto que havia do Rivoli

e era só a ti que eu mais queria
ao meu lado no concerto nesse dia
juntos no escuro de mão dada a ouvir
aquela musica maluca sempre a subir
mas tu não ficaste nem meia hora
não fizeste um esforço pra gostar e foste embora
contigo aprendi uma grande lição
não se ama alguém que não ouve a mesma canção

EU NÃO GOSTO - de bacalhau, de dobrada(nunca provei), de caracóis, das carnes "peluncadas" de porco, de vinho e afins! De comprar roupa e sobretudo sapatos. De não ver um sorriso nos rostos de quem se cruza comigo, de ver a minha mãe chorar, de ver o espezinhar de muitos sobre os mais fracos, de ver o afastamento dos outros perante alguém que sofre, da maioria dos políticos da nossa praça e ficaria aqui o resto do tempo
EU GOSTO - de viver, apanhar chuva, do mar, conversar, ajudar e dormir, mas ainda mais de rir até de mim própria. De ambientes arejados, de ler e...

Até amanhã!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

DESAFIO - um texto politicamente incorreto

Aceitei com agrado o desafio da Maria do blogue "Amanhecer Tardiamente:

Este desafio é numa onda diferente do primeiro. O primeiro foi para reflectir em tom sério. Este será em tom provocatório. O que é que quero dizer com isto? Simples. Quero dizer que a intenção é um texto (o tamanho do mesmo é indiferente), mas um texto que não seja politicamente correcto. Acho que esta parte é bem capaz de afastar toda e qualquer chance deste desafio obter algum sucesso. Ou alguma participação. A ver vamos...

A minha colaboração

«Era uma vez uma menina que nasceu pelas 14 horas de um dia chuvoso ao som do tamborilar da chuva no telhado de zinco. De madrugada a sua mãe comeu uma cesta de maçãs verdes. Não nasceu verde, mas muito rosada nos seus quase cinco quilos e acompanhada de “efeitos especiais” do irmão ou irmã que lhe fazia companhia mas que num “politicamente incorrecto dos cordões umbilicais” foi ela que venceu. Comia muito e deu imenso que fazer aos seus pais. Para que a mãe pudesse descansar, o pai ia para a sala, sentava-a a brincar e deitava-se junto dela. Não havia meio de gatinhar e andar apesar de não ser gorda ou gordinha com o tal “inha” que se usava na época" Passado um ano e três meses nasceu o seu irmão, aquele que seria para sempre o seu cúmplice. Segundo dizem era magrela, fácil de tratar mas um castigo para comer. Ele gatinhava e ela nada. Ele começou a dar os primeiros passos e ela nada até ao dia que se levantou, andou direitinha ao “cúmplice” e numa atitude “politicamente incorrecta” bate-lhe, tira-lhe a bolacha e foge com ela, deixando-o num pranto.Os pais felizes deixaram de ter a preocupação que os assolava, mas como bons educadores que eram, deram-lhe uma palmada e em vez de um eram dois a berrar. A Velha Lemba pegou nele e a Maria Rosa pegou nela e assim se calaram.

Foram crescendo com mais irmãos, mas eram uma dupla inseparável. Porque fazia parte dela, a rebeldia, a solidariedade, a defesa dos mais fracos, a partilha "aprontava cada uma" mas sempre direccionada numa educação excelente. Não gostava de ver ou sentir os castigos dados aos irmãos e assumia as consequências das suas “travessuras” sem questionar, pensando que enganava os pais. Até ao dia em que percebeu que os pais sabiam e tinham toda a razão. Lembra-se de coisas a partir dos seus 4/5 anos. Amigos e familiares viam-na como a “menina rebelde e traquina” e quando visitavam ou eram visitados não dava beijinhos” e muito menos abraços numa postura de “politicamente incorrecta”. Mas com o abrir dos olhos dos pais, passava a "politicamente correcta".

Era muito alegre, muito vivaça e fazia de tudo numa imaginação entrelaçada com o “correcto e incorrecto! Na porta da maternidade e porque não podia entrar, resolveu pegar num molho de jornais e vender. Claro que acharam gracinha” à menina lourinha" e cheia de caracóis. Contou ao irmão que tinha ganho X e que no dia seguinte ele iria ter o carrinho” de lata com o qual sonhava, mas se dissesse alguma coisa à mãe ou ao pai, levaria umas bofetadas. Teve o carro e eu uns rebuçados comprados na loja do “Mestre Cuca”, que estranhou e falou com os pais. Resultado? O que mereceu!

Num dia de imenso calor inventou outra para ter e partilhar mais uns “tostões” e nada como embrulharmos nos papeis dos rebuçados que guardava sempre, os cocós secos dos cães, meter numa cesta e sentados no muro, vender aos soldados que passavam a caminho do quartel. Depois da "venda", foram contar o lucro atrás da enorme mangueira e repartido na integra felizes e contentes. Uns dias depois apareceu um senhor que queria falar com os pais deles. Com o pai ausente em trabalho a mãe assumia os comandos e ouviram a mãe a chamar. O que foi mãe? Conheces este senhor? Não! Então e isto? Receberam umas palmadas “politicamente corretas” com a obrigatoriedade de pedirem desculpa, o que fizeram de imediato. Vão buscar o dinheiro sfv. Aí ela assumiu e disse: Não tenho, comprei na loja do “Mestre Cuca” um bocado de sebo para o carro de rolamento do mano e uns rebuçados. O Senhor não quis e os dois ficaram o resto do dia e mais dois sem brincar e a escrever num caderno “Eu não faço mais o que fiz porque fui "incorrecta e malcriada”. Como é óbvio ajudei o meu irmão.


A menina, virou adolescente e mulher. Continuou a ser rebelde e a dizer de sua justiça perante injustiças praticadas de mil formas. Foi catequista durante 6 anos. Começava com quinze crianças e terminava o ano com cento e tal, tudo porque fugiam dos ou das catequistas. Ninguém e muito menos o padre os conseguia demover. Aos sábados o quintal parecia uma escola. Dava e transmitia tudo que englobava o catecismo dando um lado mais colorido e de sonho ao que era fantasmagórico e obrigatório na época. À missa iam apenas os que queriam e tocar com os dentes na hóstia consagrada depois de estarem X horas sem comer, era pura demagogia e nada disso era praticado. Chamada ao Bispo “N” vezes e “N” vezes disse numa postura "correta" o que achava “incorrecto”. Já que queriam que os garotos fossem à missa, que tal o Sr.Padre ir ao quintal dar a missa? Era preciso ir à Igreja que ficava tão distante? Então Deus não está em toda a parte?

A jovem catequista venceu e ainda hoje se lembra das “missas campais” recheadas de miúdos, pais e vizinhos” que de portões abertos, iam muito além dos mesmos. Da ida mensal à casa dos pais de duas ou três crianças imensamente carenciadas (transmitidos em papelinhos pelos alunos mas depois escolhidos por mim) entregar bens alimentares que conseguíamos arranjar numa de todos por um e um por todos! E muitos mais pequenos gestos.

Como já trabalhava deixou a catequese, mas continuou a percorrer o caminho por ela traçado para mudar “pedras duras” nem que fosse à martelada (sentido figurativo), contornar obstáculos, acreditar e nunca baixar os braços. Inserida num grupo de vinte jovens, criado por ela e com o seu irmão passou a visitar e distribuir o que angariavam,no hospital militar, duas cadeias e uma leprosaria apoiada por missionários(as). Tudo isto fê-la crescer com um sentido de justiça e humana que muitos só sabem o que é pela teoria!

Casou, teve um menina linda no meio de uma guerra civil estúpida (se é que existe alguma inteligente) e muito contrariada partiu para nenhures deixando o seu berço da terra vermelha. Levou na bagagem apenas: os cheiros, os sons, o mar, a mata, o capim, a chuva tropical, os amigos. Voltou para um país fechado, cinzento, cheio de hábitos e costumes tão castradores, triste tão triste onde sorrir parecia ser proibido. Mas a pouco e pouco durante 37 quase 38 anos foi transformando quem a sempre rodeou. Colegas, amigos e vizinhos aprenderam com ela e ela aprendeu muito com eles.

Hoje ainda existe essa menina dos caracóis louros, alegre, optimista, muito risonha, dentro de uma mulher com rugas vincadas sem disfarces, porque nunca usou máscaras nem graxa para subir na vida. Não põem rótulos a ninguém e muito menos as avalia pela raça, sexo ou religião. Respeita e assim é respeitada.Tem as mãos bem calejadas pelo muito que trabalhou e trabalha. Ela sabe bem o que é “correcto e incorrecto” e como lhe sabe bem por vezes ser “polidamente incorrecta” perante gentinha má, reles, egoísta, mentirosa travestidas de ”polidamente correcta” !

Hoje assentou-se numa pedra a descansar e a perguntar a si mesma, porque carga de água juntaram o “politicamente”, não seria melhor “polidamente? e chegou a uma conclusão...

Era uma vez uma menina que nasceu..»

Merece a pena ler os dos outros participantes e são estes momentos de leitura e reflexão que me fazem andar na onda dos blogues e mais uma vez obrigado Maria

sábado, 18 de abril de 2015

É mais difícil sentir falta do que não se viveu, mas que poderíamos de alguma forma ter vivido? Ou é mais difícil sentir falta do que se viveu e entretanto se perdeu?

Fui desafiada pela dona do blogue Amanhecer Tardiamente para responder às perguntas (que pus agora como título deste post)!

Sou lá mulher para fugir a desafios e claro que aceitei. Mas antes de pôr o "meu amontoado de palavras", deparo-me (e bem ao estilo da autora), com uma ficha técnica bem "supinpa", para não falar do intróito que fez a cada participante:

A minha colaboração:

«Encontro neste desafio a ténue fronteira entre sonhadora e saudosista! Estados de alma que se encontram, que se misturam, que se afastam que galgam e contornam,tal como um rio na sua difícil caminhada até à foz. A vida é isso mesmo, um rio! Não abro mão dos meus poucos sonhos onde retenho “a forma de ter vivido o que não se viveu”, mas não sofro nem sinto falta! Sou muito pouco saudosista. Desde bem cedo fui aprendendo a lidar positivamente com a “perca material e com a morte”, porque carregando tal saco negativo “do que se esfumou no tempo” é queimar energias e nada saudável. Pura perca de tempo! Guardo apenas e tão só vivências, emoções, afectos com e ou de quem já partiu, com segundos de saudade de os abraçar, mas sem qualquer remorso de que poderia ter feito mais e que não fiz. Entrelaçando-me nas duas hipóteses, resumo que para mim nunca foi, nem é “difícil sentir falta do ou de...”, talvez por ser optimista e pensar positivo sempre, mesmo quando tudo desaba em cima!»

Obrigado Maria por este CONVITE e já agora deixo-te aqui o meu Desafio (e talvez seja também a vontade de todos os que participaram, não sei):

Gostaria muito de saber o que e ou como responderias às mesmas perguntas! 

ACEITAS? 


domingo, 8 de fevereiro de 2015

DESAFIO: Folhas em Branco que irão ser preenchidas por vós!

Existe o "Caderno Branco", mas optei por "Folhas em Branco" que irão ser preenchidas por quem quiser colaborar.
Não sugiro nenhum tema, apenas que escrevam algo sobre o que entenderem mas da vossa autoria.
Conforme aparecerem irão "para o post" com o autor, mas sem link e mais tarde irei imprimir para guardar como uma recordação vossa!

Fiz o mesmo há uns doze anos, ainda não andava na "blogolândia" e é tão bom reler!

Aceitas? Então força!

1º- de Maria Madeira do "Amanhecer Tardiamente"


Tem dias em que me sabe bem não me preocupar com o que os outros possam pensar de mim. Hoje é um deles. Por vezes desinteresso-me de tudo. Dos lugares. Das pessoas. Daquilo que muitos dizem ser interessante, quando aquilo que eles me querem vender como sendo interessante a mim não interessa rigorosamente para nada. Logo, acho-os gente desinteressante. Insistem em me querer moldar à maneira interessante como vêem a vida. Cansam-me as pessoas que insistem em apontar-me o caminho, tenho sempre a sensação que são sempre as pessoas mais desinteressantes que insistem em apontar-me caminhos. Que insistem em dizer-me para ir por ali. Chateia-me ir por e para onde elas vão. Lêem todas os mesmos livros que dizem ser os livros mais interessantes e só por serem lidos por tantos é que para mim entram automaticamente para a prateleira de coisas interessantes a evitar o mais tempo possível. É arrumá-los lá bem em cima, na última prateleira, onde tenho dificuldade em chegar, assim evito interessar-me por tudo aquilo que os outros se interessam. Sinto um enorme alivio quando olho para a prateleira lá em cima, cheia daqueles livros que gente importante já leu. Sento-me no sofá, fico ali um tempo a olhar, de vez em quando rio como se fosse tonta - só gente tonta não liga nenhuma a gente importante que lê livros interessantes - abano a cabeça, arrisco-me a pensar um bocadinho, muito pouco porque não quero perder o estatuto de tonta. Levanto os olhos ao alto mas não rezo, que isso de rezar é só aos domingos, e desejo que, em vez de livros eu tivesse a faculdade de pôr todas as pessoas importantes lá bem em cima, numa prateleira qualquer onde me fosse impossível ouvir o que dizem. Com toda a
certeza falam de assuntos muito interessantes... que não me interessam.

2º. de Pedro Coimbra do "Devaneios a Oriente"

KUNG HEI FAT CHÓI

Na próxima quinta-feira, dia 19 de Fevereiro do calendário Gregoriano, inicia-se o Ano da Cabra (Yáng) do Zodíaco chinês.
Os nativos deste signo são normalmente tidos por representantes da força e resistência, protectores dos fracos, confiantes e perseverantes.
Dotados de talento artístico, criativos, têm tendência para se envolverem em tarefas de apoio social ao mesmo tempo que abraçam uma carreira no universo das artes.
Inicia-se a época da maior migração mundial interna, de convívio familiar, de tradições que se repetem anualmente.
Macau enche-se de turistas, vê muitos dos seus habitantes de proveniência não chinesa partir para destinos exóticos em gozo de férias.
Com família de origem chinesa e macaense, passo a época aqui em Macau.
É tempo de saborear as iguarias típicas da época, de rebentar panchões (não sigo a tradição) de rever familiares que se fixaram noutras paragens, de trocar os tradicionais lai si (envelopes vermelhos com dinheiro símbolo e augúrio de prosperidade no novo ano que se inicia).
Tudo começará, como também já é hábito, com um almoço (yam tcha) com os colegas de Gabinete na quarta-feira.
Depois será tempo de convívio familiar.
Uma visita aos casinos (permitida aos funcionários públicos nos três primeiros dias do novo ano) não está nos planos.
A época do Ano Novo Lunar costuma (nem sempre é assim) ser a mais fria em Macau.
Não consta que o seja este ano.
Foi-o em 1996, no meu baptismo nestas celebrações.
E aquele frio húmido, que se entranha no corpo, nos gela os ossos, nos faz sentir constantemente encharcados, foi terrível para mim.
O corpo habituou-se, essa sensação horrível, muito mais complicada que o calor húmido, nunca mais aconteceu.
Despede-se o Cavalo, chega a Cabra.
E a obrigatória saudação repete-se vezes sem fim – Kung Hei Fat Chói!

3º. de Boop do "Canto da Boop"

É comum vê-la passear pela praia,

É uma mulher discreta. Corpo longilineo, roupas de tons neutros, um lenço na cabeça nos dias de maior vento.

Chega.

Entra no areal como quem chega a casa, em gestos graciosos senta-se no muro de cimento de tinta amarela já descascada, e tira os sapatos de salto raso.

Adivinha-se prazer de pisar a areia com os pés descalços, de sentir a mescla de calor e frio, o contraste da areia quente exposta ao sol, com a humidade dos grãos ainda molhados pela humidade da noite fria.

As marcas dos seus pés deixam um trilho desenhado até à beira mar.

Às vezes senta-se na areia, e perde-se a contemplar o mar. Outras, caminha lentamente, pés molhados, dançando com a cadência serena das ondas.
Eu gosto de a observar. Tento adivinhar-lhe o estado de espírito ora pela forma como pisa a areia, ora pelo tempo em que se detém junto ao mar. Às vez traz um apontamento de cor garrida. Um lenço vermelho, uma pregadeira laranja. Eu gosto de a ver com o casaco azul turquesa, mas ela usa-o tão poucas vezes.

Vem sempre só.

E eu olho-a de longe.

Mais que uma vez fiz a fantasia de ir ao seu encontro. Mas há algo de imperturbável na forma se relaciona com a praia e o mar.

De alguma forma não está sozinha ali. Está com a vida imensa que existe dentro dela, pessoa singular no seu palco interno povoado de muitos rostos, que ninguém vê. Só ela. Enquanto caminha, encontrando-se consigo própria, ao pé do mar.

4º. de GL do "Olhares que se querem lúcidos"

"Olho-o.
Como tecto, o céu
Como cama, a rua, como companhia gente que passa, indiferente.
Olhar vago, vazio.
Olhar de quem nada vê, olhar de quem já não acredita.
Não acredita no homem.
Não acredita na sociedade.
Não acredita no respeito, porque lhe é devido mas sempre recusado.
Não acredita na solidariedade, para ele apenas um mito.
Não acredita num amanhã, seja lá isso o que for.
Não acredita.

Olha, apenas e só.
Olha, olha-se mas não se reconhece.
No espanto da cabeça vazia, interroga-se.
Quem me transformou neste simulacro de gente?
Quem me roubou dignidade?
Quem me roubou amor-próprio?
Quem me roubou tudo o que se pode roubar a um homem?
Tudo, tudo, tudo...

Vê amanheceres e anoiteceres.
E vê a sucessão de dias, uns após outros.
E noites.
E semanas.
E isso, a que chamam tempo.
Esse não se esqueceu dele.

E é o cabelo que branqueia.
E a pele seca, ressequida por invernos, e verões, nunca primaveras.
Como será a primavera?
E as pernas que fraquejam.
E o corpo...
Corpo? Uma qualquer coisa coberta por um monte de farrapos.
Olhos baços, opacos.
Olhos que já mal vêem.
E gente que passa indiferente.
E gente que também deixou de o ser.
E ele, na sua imensa solidão.
Adormece.
Tranquilo.
Sereno.
Digno.
Finalmente é-lhe permitido ser Homem."

5º.- de FireHead do "Blogue do FireHead"

A minha conversa com a Ana M.

Ana M.: Sabes, ando a gostar imenso de estar contigo.
Eu: Só é pena não te lembrares de mim dos tempos do Colégio D. Bosco.
Ana M.: Eu era muito pequena na altura, tu sabes bem disso.
Eu: Como se eu fosse já muito velho!
Ana M.: Tu percebeste. As coisas estão diferentes agora.
Eu: Também mal era se não estivessem...
Ana M.: Ainda bem que tu voltaste para cá.
Eu: Ai sim? Então porquê?
Ana M.: Porque agora estás aqui comigo.
Eu: Destino, será?
Ana M.: Talvez. Acreditas nisso?
Eu: Acredito que as coisas não acontecem por acaso.
Ana M.: E estares agora aqui comigo ao fim de todos estes anos é alguma coisa de especial?
Eu: Confesso que há muitos anos atrás isso nem me passaria pela cabeça.
Ana M.: Nem pela minha. Deve ser mesmo o destino.
Eu: Um destino que se deve à crise que abraçou Portugal, o que me fez estar aqui de volta.
Ana M.: Agradeço à crise que abraçou Portugal, então.
Eu: Que má que tu és. Então e o povo que sofre?
Ana M.: Sofria eu sem ninguém que me ouvisse como tu me ouves.
Eu: ...
Ana M.: 我愛你 ("ngó ngói lei", em cantonense).
Eu: Não posso!
Ana M.: Que foi?
Eu: Tu já não te lembras que 我識講廣東話 ("ngó sek cóng cwóng tông huá", em cantonense)?
Ana M.: ...
Eu: 我也爱你 ("ngó tou ngói lei", em cantonense).

Nota:

我愛你 = eu amo-te
我識講廣東話 = eu também sei falar cantonense
我也爱你 = eu também te amo

6º.- de Tété do "NATUR(E)ZA)"

"SONHO"

Surpreendes-me a cada esquina, a cada passo
E julgo ver-te a ver-me entre a multidão.
Parece-me ouvir-te chamar se alguém me chama
E sinto o teu perfume na minha solidão.
Discuto e barafusto, é forçoso
Porque não arranjo um outro engenho pr'a chegar
Aonde julgo estar o fim preciso.
Mas discuto disposta a repensar.
Mas seja qual for a minha inquietação
Ou ilusão que haja que temperar
Na minha constante imaginação
Há um grito de amor pr'a te chamar.

7º. de setesois do "Contos Com Pontos"

Para ti...

Ter o teu amor,
Seria ter a paz,
Ter o teu amor,
Seria ter o mar
Como leito,
Ter as ondas para me
Embalar.
Ter o teu amor,
Seria ter o sol
Que me iluminasse,
Que me guiasse,
Ter o teu amor seria,
Ter o teu coração
Ter o teu amor seria,
Voar como quem sonha
Ter o teu amor seria,
Ser feliz,
Ter o teu amor
Era tu me teres a mim.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

DESAFIO Nº. 34

Desafio aceite: Descreve a frase que tens no teu perfil!

SOU COMO SOU E NÃO SEI DEIXAR DE SER QUEM SOU

Vamos lá então e vai de seguida sem olhar ao "bom português" e se der erros emendem por favor:):):)

Todos vamos no mesmo comboio da vida. Eu não sou excepção!

Detesto gente burra, estúpida e hipócrita, uns porque o são por natureza e outros que adoram passar por...!

Os burros, literados ou não, continuam sentadinhos à sombra da bananeira e esperam sempre por algo. Não ligam, não querem saber de nada nem de ninguém que vá além do seu mundinho. Melhor dizendo, muitos usam estas capas, sabe-se lá porquê!

Os estúpidos, literados ou não, não aprendem com os erros, não se esforçam em olhar para o que fazem, dizem e pensam. Melhor dizendo, muitos usam estas capas, sabe-se lá porquê!

Os hipócritas, literados ou não, caem quase sempre nas suas próprias armadilhas e quando dão por elas ficaram plantados algures na paisagem da vida. Melhor dizendo, muitos usam estas capas, sabe-se lá porquê!

Nesse mesmo comboio vão os gananciosos, invejosos, doentes, deficientes, bons, menos bons e maus, ricos, remediados e pobres, abandonados, velhos, novos, jovens, bébes, todas as etnias, religiões e sexo!

Nunca fui, nem sou e nem pretendo ser, excepção dentro desse mesmo comboio há 63 anos!

Tenho defeitos? Muitos
Revolto-me com muita coisa? Sim até quase a partir da loiça toda
Refilona? Muito
Crítica? Em absoluto, mas muito mais de mim própria
Não sou perfeita, longe disso!
Choro? claro, há que lubrificar os olhos, mas mais quando vejo um filme tipo "colher de chá" ou uma música:)
Momentos tristes? Alguns, mas mal os pressinto levanto-me, sacudo a poeira e avanço!
Passado? Só permanece bem luzidia a vontade enorme de ir morrer à minha terra - Luanda, como sabes:) O resto é pouco lembrado, porque tudo que foi nocivo dei-lhe o tratamento certo e acreditem que já me esqueci de tanta coisa!
Não sei estar quieta e uma das coisas que mais gosto é sentar-me em algum lugar e apreciar os outros que passam.
Perante uma "derrocada" (e já foram várias) enfrento tudo e todos com uma calma inexplicável!
Nada materialista, se tenho 20 copos dos quais só preciso de um, porque não dar 19? Percebeste?:)
Sou mulher, mãe/pai, sogra e avó.
Acima da amizade que nos une sou MÃE e já com vidas constituídas e nos seus ninhos, se for preciso...sai na hora o que muitas vezes não gostam de ouvir e se ainda for preciso ir mais longe, vou mesmo!
Não me meto nem vasculho as suas vidas e ajudo sempre no que posso sobretudo no SOSAvó! Se me pedem uma opinião dou com toda a certeza, mas jamais faço o que sempre detestei: LIÇÕES DE MORAL!
Sou filha de uma "super mãe", mas que ainda não viu que há muito tempo deixei de ser adolescente e como tal, "prontos, tá-se bem":)
Retribuições? Eu pá? Não espero retribuições de nada nem de ninguém, porque tudo o que fiz e faço é sempre "gratuito" e acreditem que dou o meu melhor. Afectivas, claro que sim, mas qb e nada em exagero.
Detesto o quê? Amarras e regras que me toldam o pensamento e sobretudo o meu modo de ser e estar!
Durmo bem e raramente me lembro dos sonhos.

Num aprendizado profissional de décadas, tento sempre ver os dois lados de algo que acontece. Julgar por julgar e sobretudo em praça pública é muito mais fácil do que o contrário! Não analiso as pessoas pelo modo de vestir e ou aparência, pela forma de falar com calão ou sem ele!
Tenho alergias a "lamechas de barriga cheia", a "nham, nham" que não levam a lugar algum e andar no diz-que-disse-mas-não-disse!
Enquanto trabalhava era o motor de uma secção, conforme os meus colegas tantas vezes o disseram. Também a todos eles devo o enorme apoio que tive nos momentos mais difíceis da minha vida e foram vários! No dia em que me divorciei e saí do tribunal a correr para ir apanhar o metro para regressar ao trabalho, ver e sentir à entrada deste, seis braços que me abraçaram e levaram-me (por ordens da administração) lanchar e depois vir para casa? é das coisas que jamais esqueço.
Nunca percebi a razão de os meus superiores porem sempre ao meu lado "colegas depressivos de outros sectores". Acho que talvez tenha sido pela minha maneira de ser e vi "monstros cerebrais" que nunca pensei que existissem. O certo é que "sem mostrar pena e nunca usando os famosos tadinhos, maluqinhos, etc" foram recuperando e a maioria voltou aos seus locais iniciais!

Não sei explicar o porquê, de onde vem a minha força interior por nunca ter perdido a "esperança, o acreditar, o sonhar e o meu sorriso"!


Não vivo do, ou no "QUERIA", vivo sempre no "quero, no vai mudar, no vou conseguir, no...na...no..." e luto, luto, luto e quando é preciso, saio do comboio e estendo a minha mão, empurro, encosto, puxo... até não aguentar mais!!!!

Como? olha o exemplo que te dou:)

domingo, 2 de junho de 2013

RESPOSTA A UM DESAFIO

Quando recebemos um mimo ...



O menino Observador, benfiquista ferrenho ao qual tenho a honra de o considerar como amigo, do blogue REFLEXOS ofereceu-me um MIMO em forma de DESAFIO que aceitei na boa e assim poderão conhecer um pouco mais de mim, se é que já não sabem porque tudo o que escrevo é sempre com transparência, lealdade e seriedade...versus VERDADE SENTIDA:)

Regras:
1ª- Responder a 11 perguntas feitas por ele.
2ª- Escrever 11 coisas sobre mim.
3ª- Fazer 11 perguntas.
4ª- Passar a 11 blogs.


As perguntas do menino Observador e as minhas respostas:

1ª – Qual a tua maior virtude?
R: Ainda na barriga da minha mãe tive que "lutar pela sobrevivência" contra a morte do meu gémeo(a) e passar pelo "cabo das tormentas" com os meus 4.990kgs., portanto hoje nos meus 62 anos e olhando para trás afirmo: guerreira optimista!

2ª – E o pior defeito?
R: refilona, refilona perante o que acho de errado e nada me cala e até comigo própria:)!

3ª – Se pudesses escolher um regime político diferente do que temos, por qual optarias?
R: democracia verdadeira e sã...e não o actual que é tudo menos democracia.

4ª – Ter um blogue o que significa para ti?
R: Não significa nada, porque gosto muito mais de ler e comentar os dos outros, onde aprendo muito!

5ª – O que pensas das ‘redes sociais’?
R: Não sei nem pretendo saber pois não frequento nenhuma!

6ª – Tens ‘conta’ em alguma? Se sim, qual?
R: a única conta que tenho é no banco e é uma "conta de sumir"

7ª – Sentes-te bem num local com muita gente? Porquê?
R: Não. Por ter fobia a multidões (recordações de guerra que não se apagam)

8ª – O que pensas da gatunagem institucional de que estamos a ser alvo?
R: Sempre houve, há e haverá porque 99,9% deixaram morrer em si "valores educacionais e morais" em prol da ganância "de valores capitalistas e materiais"

9ª – O que pensas da saúde e da falta dela?
R: A saúde é um maior bem que temos, quando falta luto para que volte e aceito na boa as mazelas da idade, caso contrário não viveria. Portanto, não penso muito nisso o que tiver de ser, será e aprendi a dominar a ansiedade o que me fazia padecer de SPA-sofrer por antecipação.

10ª – O que significa, para ti, o estado de choque?
R: Para mim é a ausência total do pensamento e poder de reacção...e já enfrentei situações duras, poderia descrever umas tantas...mas nunca cheguei a entrar em estado de choque, mas ter uma postura inversa sem saber explicar como foi e é possível!

11ª – Conheces o meu blogue? Se sim, o que pensas dele?
R: conheço, porque antes de começar a comentar qualquer blogue leio tudo desde o primeiro post! Sem dar "graxa ao cágado" (ditado da minha terra) gosto imenso do teu blogue e vale por vários jornais da praça! Só nisso já poupo e muito:)

11 coisas sobre mim, vamos lá a ver se vos surpreendo com alguma que não saibam:

1- Muito pouco consumista e odeio fazer compras sobretudo roupa e calçado!

2- Tenho um brinco de prata em cada orelha (óbvio)mas diferentes (detesto pares) e anéis em dois dedos de cada mão que nunca os tiro excepto quando se partem, mas reponho porque, coincidente ou não, aparece logo outro como oferta. Gosto de relógios Swatch que só tiro para pôr pilha ou quando se estragam. Anteontem lá se foi o último que me deram num Natal e como sou rica comprei um parecido (5 euros), grande, todo plastificado, VERMELHO e à prova de àgua.

3- Considero-me humana/solidária, alegre, brincalhona, extrovertida e as minhas duas netas mais velhas e os seus colegas de escola apelidaram-me de "Avó dread"...pois:).

4- Detesto ouvir e dar lições de moral. Prefiro um diálogo construtivo e verdadeiro e com os netos se for preciso, vai uma palmada ou um abraço/aconchego sem palavras!

5- Fumo e atenção ao que digo no nº.4. (nunca o fiz em espaços fechados, em casa dos meus ou junto dos netos e ou outras crianças...mesmo que seja numa esplanada). Egoista qb para que não fumem o que eu pago!

6– Sou do signo Aquário, segundo dizem é o melhor de todos...porque ando sempre a meter água lolll e gosto tanto de mar!

7- Não sou nada curiosa em termos de cusquice habitual e não me meto na vida de ninguém e aqui e fora daqui, jamais faço perguntas "da vida privada de cada um". O que me contam "morre" comigo e jamais desvalorizo os problemas de quem se aproxima, por exemplo "depressões" onde um "gesto" vale por "mil palavras".

8- Gosto muito de conduzir e tenho um sonho: conduzir um camião TIR. Deve ser o máximo! Acho que muitos homens julgam-se "garanhões" ao volante e como tal, desde o consumo de alcool, às infracções e até ao bater final, a prova está à vista de todos!

9- Adoro DESPORTO menos halterofilismo, futebol, boxe e outros do género, ao que eu chamo "arranca olhos devagarinho"!

10- Gosto muito de andar a pé, sobretudo no meio da natureza ou à beira mar e ODEIO passeio em foruns ou shopingues!

11- Sou uma mulher simples, mas jamais uma simples mulher...!

Como sou uma fura-regras, irei acrescentar mais uma:

12- Sou pouco saudosista em muita coisa...mas jamais da minha terra e do meu país: Luanda/Angola.

Passo o desafio aos blogues que frequento e que constam na barra lateral. OK?

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

DESAFIO Nº. 33 - LIBERDADE














Os homens estão sempre dispostos a coscuvilhar e a investigar sobre as vidas alheias, mas têm preguiça de se conhecerem a si mesmos e de corrigirem as suas próprias vidas.

(Santo Agostinho)

Não há excesso de liberdade se aqueles que são livres são responsáveis. O problema é liberdade sem responsabilidade.

(Milton Friedman)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

DESAFIO Nº. 32 - Lutar...para Vencer!

UNIÃO EUROPEIA


















(do Google)

...e havemos de sair da "****" que nos atiraram e ainda atiram!


















(Mordillo)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Resposta ao Desafio...



















Queria que fosse a Argentina e passo a explicar o porquê, logo eu que não sou amante de futebol.

No Campeonato do Mundo de 1986 eu parava para ver Diego Maradona em alta corrida a percorrer um campo inteiro com a bola nos seus pés e num tiro acertar na baliza. Graças a ele e à sua forma de jogar a Argentina foi campeã do mundo.
Mas a vida tem o seu lado negro e este jovem caiu nas malhas da droga. Todos sabem o que se falou dele sobretudo o MAL sem nunca evidenciarem o BEM que ele tinha e que tem porque hoje é o seleccionador da Argentina. Mesmo assim as noticias que leio são quase todas negativas sem pouparem "elogios no bota abaixo". O mesmo sucede com Lance Amstrong no ciclismo, que sendo o ciclista mais controlado no que toca ao doping, nunca acusou nada, nas sete vezes que ganhou a Volta à França. Parou e este ano retornou com a sua própria equipe e lá começaram as críticas. Cristiano Ronaldo pode ser vaidoso, mas é reconhecido mundialmente e a meu ver como é que ele ou outro qualquer que "trabalhe" num país que não é o seu, consegue "desligar-se totalmente" quando joga contra esse mesmo país em defesa do seu país Natal? Não me venham com histórias de que é pago para isso, que blá, blá...é um ser humano como outro qualquer qualquer e ponho o caso em mim. Sou natural de Angola, sou portuguesa mas por vezes dou comigo a defender Angola, quando afinal saí ainda era de Portugal. O ship cerebral tem muito que se lhe diga e nem imaginam as faiscas que dá quando oiço a velha frase contra um preto: vai para a tua terra. Como assim? se ele nasceu cá?

Transponho esta atitude para qualquer cidadão que conhecemos, que ouvimos falar, não necessariamente drogado, que quando se encontra em baixo, pisgam-se os amigos e em vez de levantarem ainda o enterram mais por criticas tão negativistas.

Há três anos tive problemas com uma vizinha que é alemã por causa dos gatos de rua. Não faço mal a nenhum animal, mas imundice era tanta que lavei o "local" com criolina e essa senhora quis confusão e só lhe respondi: gato não é burro e vá ali à drogaria saber o que é criolina. Sempre que me cruzava com ela e o marido, cumprimentava, ela respondia mas de nariz empinado. Informou-se e veio pedir-me desculpa. Continuou a dar comida aos bichos e ela própria a desinfectar o local na via pública e com acesso a um jardim!
O marido está a trabalhar fora de Portugal e chega para a semana. Ela caiu doente e tinha que fazer dois exames para os quais tinha que levar alguém. A quem recorreu deram uma "nega com as desculpas mais esfarrapadas" e quando me pediu, claro que sim, irei consigo. Assim foi e não sabendo bem o português lá a vou ajudando na interpretação dos papéis dos médicos. Já conversamos muito sobre o que se passou e até nos rimos, não se viu sozinha o que fez com que o seu astral subisse. Mas outros já me disseram...fulana fez-lhe isto e a senhora...alto e pára o baile meus amigos é cá na terra que devemos resolver as "guerrinhas" sabendo pedir desculpa e aceitar quem nos pede e dar as mãos quando precisam ou precisamos, porque todos temos telhados de vidro!

Sou assim e assim continuarei e grito bem alto: Força Diego Maradona e torço para que cales as bocas do mundo!

Argentina foi afastada, mas não foi a afastada a minha grande admiração por DIEGO MARADONA!

terça-feira, 29 de junho de 2010

DESAFIO Nº.6

A quem me visita prometo que vou ver ver o Portugal/Espanha, mas agradeço que toquem as vuvuzelas de preferência as originais que tem um som menos agudo!

Podem ficar aqui comigo porque a rede chega para todos e há uns camarões à maneira acabadinhos de serem apanhados na terra de ninguém, mas nada de álcool porque a água está quentinha e como não pretendo "fazer nenhum", não quero choques térmicos!

Antes de começar vou ali ao fundo... quem me apanha? Bora daí porque o dia está lindo com um sol maravilhoso que ainda não foi "taxado".



















Todos sabem que não gosto de futebol, mas cá vou lendo as notícias, visualizando algumas imagens e ouvir as opiniões de Rui Santos no "Tempo Extra".

Hoje fizeram-me esta pergunta:

"Quem preferias que ganhasse este Mundial: Argentina, Espanha, Portugal ou Brasil?"

Tu que me lês, qual achas que foi a minha resposta?

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Desafio feito pela...

AVOGI do blog AVOGI(e as pulgas) para indicar "A Música da Minha vida".

Estou com o mesmo problema dela no que toca a "serem tantas", mas ao contrário dela, o meu cantor é e será sempre o Roberto Carlos, companheiro dos momentos bons e mais difíceis da minha vida que funciona como um bálsamo de uma doçura extrema.

Mas há uma que sempre me tocou, sobretudo numa época em que se podia viver na minha terra e ao som de uma grafonola numa garagem ou quintal do Bairro da Vila Alice, da Maianga ou até na praia do Fundo da Ilha de Luanda, ligada a uma bateria do carro, descalços, com flores no cabelo, todos em coro, dancei centenas de vezes coladinha, cara com cara com rapazes com quem nunca namorei mas que sabia que gostavam tanto de mim. Não enganava mas ficavam felizes por dançarem comigo e como dançavam tão bem, numa de roça, encosta, agarra e foge, ficando no chão uma rodinha feita por quatro pés dançantes. O que será feito desses cinco jovens que nunca mais os vi nem soube nada deles?

Detesto relembrar porque já não vejo as teclas e vou abreviar com a certeza que a letra é um hino até ao dia de hoje... Concordam?

quinta-feira, 4 de março de 2010

DESAFIO Nº.3 - Coisas...














1- que faço bem:
- Dormir onde desligo "apoquentações", saber ouvir os outros, ser sempre pontual e esquecer facilmente o mal que me fazem.

2- que não faço ou não sei fazer:
- Apertar um parafuso (não sei), julgamentos precipitados e cuscar (não faço), compras desnecessárias (não faço) e seguir um manual de instruções na montagem ou utilização de algo (um quebra cabeças).

3- que me indignam:
- permitir tudo às crianças já que uma boa palmada vale por mil palavras, gente mentirosa, hipócrita e invejosa, lamechices de quem tem todas as ferramentas e até um ombro amigo e não move uma palha para mudar a sua vida, a falta de solidariedade.

4- que não gosto
- limpar a loiça, o pó, cozinhar, ouro, comprar roupa, calçado, multidões, bacalhau, dobrada, caracóis e bebidas alcoólicas.

5- que gosto
- da família, amigos e até alguns desconhecidos, do mar, sol, andar descalça, apanhar chuva, conduzir, ouvir música, ver filmes, conversar, rir e sobretudo do meu silêncio sempre tão reparador

e tu queres responder? ora diz lá!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

DESAFIO


O meu pai fez uma piscina para cada filho, as famosas selhas que não era mais do que um barril cerrado ao meio. É o que me faz lembrar esta foto e identifico-me com uma das crianças.

Diz lá, qual delas é?!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Porque usas esse nickname?





(foto do google)







Fatyly - Acabadinha de nascer foi o diminutivo dado pelo meu pai. Ficou colado até hoje a esta "pestinha".
Os "y" foram criados por mim na idade do armário ou da parvoeira. Tinha mais estilo, mais afirmação junto dos colegas e amigos, na época em que existiam os famosos "livros de autógrafos".
Parvoice ou não também aqui na internet só foi aceite assim, porque negava os "i".

Agora é a tua vez...ora diz lá!