quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Saúde, educação e função pública: Conheça o calendário das greves para os próximos dias

 








A proposta de Orçamento do Estado para 2022 não agradou a muitos setores, que agora se manifestam organizando diversas greves, como forma de pressão para que o Governo altere algumas medidas.

Recorde agora quando e em que setores se realizam as ações, para que se possa preparar para possíveis falhas no normal funcionamento de determinados serviços e funções.

22 de outubro (sexta-feira)

Técnicos de emergência pré-hospitalar: Exigem a revisão da carreira e melhores condições de trabalho, no mesmo dia para o qual agendaram também uma manifestação em Lisboa.

28 de outubro-2 de novembro (quinta a terça-feira)

Farmacêuticos: Greve de seis dias até 2 de novembro, exigindo a implementação atempada da residência farmacêutica, a abertura de concursos para progressão na carreira, a negociação do diploma das direções e a revisão e atualização do estatuto remuneratório.

3 e 4 de novembro (quarta e quinta-feira)

Enfermeiros: Entre as várias reivindicações, está a integração imediata nos mapas de pessoal das instituições de todos os enfermeiros com contratos precários no SNS e a abertura de concursos para todas as categorias.

5 de novembro (sexta-feira)

Professores e educadores: Lutam contra o OE2022, que “mais uma vez, e agora de uma forma ainda mais gravosa, esquece a educação, as escolas, os alunos e os professores”, prosseguindo “uma política de falta de investimento na Educação”.

12 de novembro (sexta-feira)

Função Pública: Convocada pela Frente Comum, os trabalhadores da administração pública exigem aumentos de 90 euros para todos os trabalhadores e um salário mínimo de 850 euros na administração pública.

22-24 de novembro (segunda a quarta-feira)

Médicos: Após uma reunião de várias estruturas para analisarem o Orçamento do Estado, decidiram avançar para uma greve geral de três dias, com “o objetivo fundamental de exigir o financiamento do Serviço Nacional de Saúde”.

Com data a anunciar em breve 

Transportes: Os trabalhadores da Transtejo decidiram marcar cinco dias de greve parcial para continuar a reivindicar por aumentos salariais, não estando para já estabelecido em que dias ocorrerá a paralisação. Espera-se que a decisão saia entre sexta e segunda-feira, segundo confirmou fonte da Fectrans, à Multinews.

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Tudo isto para mim é um tremendo pagode na função pública e a maioria e como sempre bem estratega (para não dizer outra coisa) é ser numa sexta-feira.

Apetecia-me dizer mais umas quantas palavras mas não vale mesmo a pena gastar os meus neurónios com a resma de sindicalistas... porque tudo está atrasado devido à pandemia e tratar de um assunto é "morrer na praia" porque há pausas para tudo e mais alguma coisa e o povo que espere pelo que mais precisa.

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

A Flor do Maracujá

 










Encontrando-me com um sertanejo
Perto de um pé de maracujá
Eu lhe perguntei:
Diga-me caro sertanejo
Porque razão nasce roxa
A flor do maracujá?
Ah, pois então eu lhi conto
A estória que ouvi contá
A razão pro que nasci roxa
A flor do maracujá
Maracujá já foi branco
Eu posso inté lhe ajurá
Mais branco qui caridadi
Mais brando do que o luá
Quando a flor brotava nele
Lá pros cunfim do sertão
Maracujá parecia
Um ninho de argodão
Mais um dia, há muito tempo
Num meis que inté num mi alembro
Si foi maio, si foi junho
Si foi janero ou dezembro
Nosso sinhô Jesus Cristo
Foi condenado a morrer
Numa cruis crucificado
Longe daqui como o quê
Pregaro cristo a martelo
E ao vê tamanha crueza
A natureza inteirinha
Pois-se a chorá di tristeza
Chorava nus campu
As foia, as ribera
Sabiá também chorava
Nos gaio a laranjera
E havia junto da cruis
Um pé de maracujá
Carregadinho de flor
Aos pé de nosso sinhô
I o sangue de Jesus Cristo
Sangui pisado de dô
Nus pé du maracujá
Tingia todas as flor
Eis aqui seu moço
A estória que eu vi contá
A razão porque nasce roxa
A flor do maracujá.

CATULO DA PAIXÃO CEARENSE

domingo, 17 de outubro de 2021

Jenny, a instalação que retirou 9 mil quilos de plástico do Pacífico (e provou que o oceano pode ser limpo)

 








Há quase dez anos Boyan Slat, anunciou que tinha uma ideia para retirar o plástico dos oceanos. Desde essa altura fundou a Ocean Cleanup, uma organização sem fins lucrativos que pretende remover 90% do plástico flutuante do oceano até 2040.

Apesar da meta muito ambiciosa, Slat tem feito de tudo para a cumprir. A sua organização, conta o Business Insider, lançou o seu primeiro dispositivo de captura de plástico em 2018, mas infelizmente acabou por não ter sucesso e partiu-se no oceano. Um ano mais tarde, outro modelo mais eficiente conseguiu recolher grandes quantidades de plástico, mas a Ocean Cleanup fez as contas e percebeu que precisaria de centenas desses modelos para atingir o seu objetivo.

Durante o verão a organização colocou todos os esforços na Jenny. Uma nova abordagem, um novo dispositivo e esperança renovada. Este dispositivo é composto por uma linha costeira flutuante que apanha o plástico como um braço gigante e o canaliza para uma rede em forma de funil.
Posteriormente duas embarcações vão trazendo essa corda através da água a cerca de 1,5 nós e a corrente do oceano empurra o lixo flutuante em direção à rede gigante.

No início de agosto, a equipe lançou a Jenny na Ilha de Lixo do Pacífico, sendo que na semana passada este dispositivo enfrentou o seu teste final enquanto a organização procurava determinar se poderia trazer grandes quantidades de plástico para a costa sem problemas. A Ocean Cleanup disse que o dispositivo transportou 9.000 kg de lixo para fora do Oceano Pacífico – prova de que a mancha de lixo poderia eventualmente ser limpa.

“Santa mãe de Deus”, indicava um tweet de Slat naquela tarde, acrescentando: “Tudo funcionou !!!”

Depois de trazido para a costa, o plástico é reciclado. Por enquanto, a Ocean Cleanup está a utilizar o plástico para fazer pares de óculos de sol que vende a cerca de 200 dólares, canalizando os lucros de volta para os esforços de limpeza. Eventualmente, a organização espera fazer parcerias com marcas de consumo para fazer mais produtos reciclados.

Slat estimou que a equipa precisaria de cerca de 10 Jennys para limpar 50% da Grande Mancha de Lixo do Pacífico em cinco anos.


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Em vez de gastarem milhões no turismo dos ou nos foguetões e armas que apliquem a fortuna que gastam em iniciativas como estas!!!