Qual é a coisa qual é ela que
Tem orelhas de gato
E não é gato
Focinho de gato
E não é gato
Rabo de gato
E não é gato?
Qual é a coisa qual é ela que
Tem orelhas de gato
E não é gato
Focinho de gato
E não é gato
Rabo de gato
E não é gato?
Sejamos pragmáticos, os últimos tempos têm-nos posto à prova a vários níveis.
É normal que o cansaço acumulado e a incerteza o impeçam de olhar o futuro com clareza, mas a boa notícia é que podemos treinar a resiliência de várias formas, pois está diretamente relacionada com a maturidade e desenvolvimento do cérebro.
O importante ir dando pequenos passos, de uma forma diligente e constante:
1- Alterar o pensamento sobre a adversidade – Entender que o sofrimento faz parte da vida. Todos nós vamos passar por experiências difíceis durante a vida e em diferentes momentos. Se tivermos consciência disso, vamos perceber que não estamos sozinhos no sofrimento. O indispensável é aprender a sofrer bem, a comover-se, a sair de si e acompanharmo-nos uns aos outros. Quando a dificuldade bater à porta, nada de entrar em pânico. Aceitar que não há luz sem escuridão e que tudo nos ensina uma lição.
2- Higiene mental – Tal como escovamos os dentes todos os dias, devemos dedicar um tempo diariamente para a nossa higiene mental. Um atleta treina muito e não apenas na véspera da maratona. A chave está em ampliar o lado proativo e ir dando pequenos passos concretos. Podemos começar com 5 minutos de meditação e ir aumentando gradualmente. Ao levar o foco da atenção para a respiração, enquanto medita, vai retirar o foco dos pensamentos e aumentar a clareza mental e a capacidade de resolução dos problemas.
Se não tem 5 minutos para meditar todos os dias, então talvez seja melhor rever as suas prioridades.
1- Rituais de autocuidado – Um ritual está associado a um determinado significado ou intenção e vai para além do seu propósito prático. Ao fazermos rituais de autocuidado estamos a trabalhar a nossa segurança psicológica e aumentar a sensação de conexão e de pertença. Os rituais enraízam-nos, dão-nos uma sensação de ordem, fora do caos. Por isso há que escolher bons hábitos diários, como exercício e movimento, nutrição e hidratação, que têm impacto nas nossas células e nos alimentam e dão energia. Através dos rituais estamos constantemente a carregar a pilha, para, quando vier um problema, estarmos preparados para lidar com ele.
2- Descanso – Só avança quem descansa. Precisamos de pausas para digerir a informação e as emoções que vamos vivendo ao longo do dia. Cada um tem que experimentar a melhor forma de se desconectar. É através do descanso que podemos relaxar, recuperar a energia, o bem-estar e raciocinar melhor.
3- Relacionamentos e conexões – Nós somos o que são as nossas relações. O exercício é trabalhar as nossas relações connosco, com os outros e com o mundo. Estudos mostram que ter bons relacionamentos é provavelmente a coisa mais importante que podemos fazer para construir resiliência. Ao sabermos que temos em que nos apoiar quando passamos por uma situação difícil, dividimos a nossa tristeza e recebemos apoio para seguir em frente.
4- Autoconhecimento – Aprender a observar como nos estamos a sentir e saber o que nos faz sentir melhor e o que nos deixa desconfortáveis. Temos que conhecer a nossa história pessoal. Quanto melhor formos capazes de monitorizar as nossas necessidades, emoções e pensamentos, mais resilientes seremos. A capacidade de olhar para a vida e entender o que nos está a faltar num determinado momento, ajuda-nos a reequilibrar mais rapidamente.
5-Auto empoderamento – Confirmamos que temos poder sobre nós. Conhecemos aquilo que nos faz bem e resulta connosco. Focar naquilo que podemos mudar e não nos ficarmos a lamentar com o que nos aconteceu é uma atitude muito construtiva.
6- Gratidão – Se todos os dias escrever 3 coisas pelas quais está grata, o cérebro vai habituar-se a focar naquilo que é positivo e a sintonizar com o que é bom, diminuindo os pensamentos e sentimentos negativos. Focar naquilo que é positivo ativa o sistema de recompensas do cérebro de um modo saudável. Lembre-se que todas as pessoas importam e que não somos as nossas circunstâncias, mas a atitude com que escolhemos vivê-las.
Se puser em prática estes comportamentos, vai melhorar muito a sua capacidade de autorregulação e inspirar os que o rodeiam a fazerem o mesmo.
Aceita o desafio?
DE:
O virologista Pedro Simas, considera que Portugal já não enfrenta uma situação de pandemia, porque o vírus tornou-se endémico, não havendo disseminação pandémica.
“Não estamos numa vaga pandémica. Vem aí uma vaga, que é endémica, mas a minha interpretação é que o vírus já não tem capacidade de disseminação pandémica e portanto estamos numa situação endémica”, onde “já não há pandemia”, disse em declarações à ‘SIC’.
O responsável esclareceu que a situação endémica atual “é muito diferente”, porque “as outras vagas que vivemos até hoje aconteceram numa altura em que praticamente não havia imunidade de grupo em Portugal”.
“Qualquer planalto de infeção subia ou descia exponencialmente, ficávamos todos desprotegidos e as variantes cada vez tinham mais capacidade de disseminação”, explicou ao canal.
Neste momento isso não acontece, defendeu. “Observamos uma estabilidade de infeção muito grande, ou seja, há um aumento que é típico de endemia na altura sazonal”, referiu.
Pedro Simas ressalvou, contudo, que “endemia não é erradicar o vírus, é precisamente o que acontece com a gripe, em que há um nível de infeção que circula numa sociedade”. Ou seja, podemos continuar a ter muitos casos, “mas nunca com a gravidade anterior”, sublinhou.
JÁ AGORA COISAS QUE ME TIRAM DO SÉRIO
Um virologista que conheço há muito e como é tão simples a explicação que tem dado à comunicação social e ouvi-lo é excelente. Pena é que os entrevistadores televisivos por vezes é estão "sempre com uma pressa do tempo" que não o deixa acabar, bem como a sobreposição das perguntas.
Outro dado que vislumbrei igualmente há muito tempo é a política e alguns politiqueiros meterem-se na ciência e sem perceberem que esta é feita de avanços e recuos e poucos são os governos que apoiam os investigadores. que de três em três anos ou de cinco em cinco anos andam o tio ao tio. VERGONHOSO!!!!
Quanto aos negacionistas de isto e mais aquilo que o sejam, mas que respeitem quem não entra nestes pregões. Se o uso da máscara é obrigatória em espaços fechados e também nos transportes públicos devem obedecer a quem os avisa e não partirem para a agressão como ocorreu nesta malfadada linha de Sintra.
Também culpam os jovens que se juntam em magotes ao ar livre e os velhos que igualmente em magotes com a máscara só a tapar a boca passam a vida nas grandes superfícies e em jardins a jogarem às cartas?
Enfim meus amigos há coisas que me tiram do sério, a sério mesmo!!!
Quando colocamos essas ‘máscaras’ exercemos uma grande força de bloqueio a muitas das nossas emoções, nomeadamente, à tristeza. No fundo, não nos permitimos a estar tristes e isto acontece porque fomos ouvindo demasiadas vezes ao longo do nosso crescimento “não chores”, “não fiques triste” e fomos interiorizando que é assim que deve ser, que estar triste não ajuda em circunstância alguma. E, de repente, podemos considerar que de facto não ajuda, no entanto, estar triste é permitirmo-nos a respeitar o ritmo do nosso corpo, a metabolizar as experiências e as emoções que vamos vivendo, dando-lhes um significado.
A grande questão no meio disto tudo, é que é momento em que não nos permitimos a estar tristes que nos distanciamos de nós próprios e abrimos espaço ao adoecer psicológico. Ou seja, como não metabolizamos a tristeza em tempo real, mais tarde, em fim de linha, acabamos por adoecer. Podemos dizer que é também à custa de muitas tristezas que consecutivamente fomos guardando para dentro de nós que, mais tarde, se geram os quadros depressivos, por exemplo.
Neste seguimento, é essencial, termos consciência que todos nós vivenciamos um sem fim de emoções que se, em tempo real, não formos capazes de as identificar, expressar e gerir, vão ficando a pairar dentro de nós, tornamo-nos incapazes de pensar sobre elas e de fazer uma equação de síntese daquilo que nos estão a transmitir, assim, vão se acumulando umas sobre as outras, e criando uma espécie de ruído de fundo, que vai contaminando o nosso dia-a-dia.
Por isso, o essencial é permitirmo-nos a estar tristes nos momentos certo, permitirmo-nos a fragilizarmo-nos, a chorar e a procurar um colo que seja capaz de suportar a nossa dor.
No fundo, se pensarmos bem, todos sabemos que é impossível conseguimos estar sempre de bem com a vida e felizes o tempo todo. Por isso, só seremos plenamente felizes, se aceitarmos, integrarmos e dermos significado a tudo o que se vai passando dentro de nós e na relação com os outros e isso também implica momentos de recolher interno e de tristeza. Só assim, aceitando tudo o que vivenciamos, nos respeitamos a nós próprios e criamos um espaço de encontro com a felicidade e o bem-estar pessoal. Por isso, não nos esqueçamos, por muito estranho que possa parecer, só quando nos permitimos a estar tristes nos momentos certos, abrimos espaço ao bem-estar, á felicidade e à saúde metal.
SAPO: Um artigo das psicólogas Cátia Lopo e Sara Almeida, da Escola do Sentir.
