Já fui árvore altaneira,
De fundas raízes, frondosa.
Já dei sombra, dei madeira,
Consideraram-me a mais formosa.
Mas veio um vento de Norte
Um temporal negro, medonho
Que me sacudiu tão forte,
E me torceu num remoinho,
Fazendo que visse o fim, anunciando a morte.
Hoje, jazo nesta margem.
Já sou só um tronco aberto.
Apodrecendo pouco-a-pouco.
E vou assistindo à passagem,
Deste tempo "encoberto",
Destas águas e deste povo.
Postado por Bartolomeu
TUDO tem um tempo real de vida. As árvores não são exceção.
ResponderEliminar.
Saudações cordiais e poéticas
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“” Coração Iluminado
““
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As árvores também se abatem.
ResponderEliminarBeijos e um bom dia.