domingo, 22 de fevereiro de 2026

QUEM ME DERA

Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada, E que para de onde veio volta depois Quase à noitinha pela mesma estrada. Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas ... A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco... Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco. Alberto Caeiro

1 comentário:

  1. Ora aí está um heterónimo de Fernando Pessoa a dizer o que pensa.
    Beijos e um bom dia de domingo.

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