
e lembrei-me das pastilhas elásticas, que em Angola chamávamos "chuingames". Estas se bem me recordo tinham uns cromos dos Beatles e dava para fazer uns balões que quando rebentavam colavam-se à cara. O meu pai trazia estas e outras da época e dava um embalagem a cada filho e tinha que durar, durar até à próxima oferta! Lembro-me de à noite colar na mesa de cabeceira (bem escondida porque por vezes roubávamos uns aos outros) e no dia seguinte lá ia com ela para a escola e na escola, para não levar com "a menina dos 5 olhos", colava debaixo do tampo da carteira. Também serviam para colar bilhetinhos para o colega que se sentaria na aula seguinte!
Ainda hoje adoro mascar chuigames e as filhas também. Faço balões e gosto de estourá-los dentro da boca. Não falo com quem quer que seja a mascar e detesto ver isso.
Hoje há uma gama infindável. As mais vulgares são as

mas nenhuma chega às famosas

Ando sempre com várias na carteira, numa bolsa do lado de fora e uso por exemplo quando estou 7/8 ou 10 horas à espera de ser atendida numa consulta enquanto leio, para me abstrair das conversas de um "galinheiro", quando conduzo, num cinema ou simplesmente quando leio à beira mar.
Ao folhear a Revista Selecções Reader'S Digest, com base num estudo dizem que mascar pastilha dá mais poder de concentração, ajuda a manter a atenção ao diminuir o stress e ansiedade. Subscrevo plenamente!
As filhas são umas cravas e sabem que estão na bolsinha de fora, porque nunca admiti que me remexessem na carteira. Ontem passámos a tarde na minha mãe e volta e meia lá vinham elas e um dos meus genros com sorrisos safados e eu só dizia, vocês andam a aprontar alguma, mas longe de imaginar, que hoje ao procurar uma só tinha papéis!!! Mãe sofre.










