terça-feira, 20 de setembro de 2011

XV




















As folhas do salgueiro
partem com grandes sonhos de oiro
mas apodrecem na terra.

Manuel Filipe in "O Rosto Remoto", pág 23

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Mais uma portuguesa...














Possa como custou...mas a cegonha já chegou. A minha neta nasceu às 17h,44m, 3,250kgs e 52 cms.

Mãe e filha estão bem e eu atropelada:) mas amanhã irei vê-las!

Um beijo a todos e obrigado pelo apoio!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Missão Cooooomprida!!!

Hoje terminei mais uma faina de SOS avó.

A filha mais velha está a chegar (estou aqui a acompanhar o voo que está quase) e as netas que têem pilhas alcalinas bem queriam que eu fosse com eles ao aeroporto, mas baldei-me!

A minha mais nova foi à maternidade e o "figo está muito bem mas ainda não totalmente madurinho" e agora só irá na terça dia 20 mas para ficar mesmo, se até lá a "matulona" não contrariar a médica e resolver nascer.

Ando um bocado atrasada na leitura dos vossos blogues que são os meus livros de bolso, mas agora meus amigos, porque ainda não é taxado vou fazer o que mais gosto: esticar-me ao comprido a ver televisão e depois do telefonema da filha ou do genro...dormir!

Amanhã será novo dia...Olarilólé:)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

"Já não amo a América"

Isto comoveu-me muito, mas muito, porque também me sinto "uma carta fora do baralho"!



O escritor Pedro Paixão partiu para Nova Iorque pouco tempo depois dos ataques terroristas de 2001. Num texto inédito, explica como digeriu aquela nova realidade. "Se a Europa morreu nos fornos de Auschwitz, a América sofreu um ataque cardíaco no 11 de Setembro", afirma.


Eu amei a América

Antes de ir pela primeira vez à América eu já amava a América. Na verdade, eu já tinha estado na América antes de lá ir pela primeira vez. Para dizer a verdade inteira: eu nasci na América, lá ir foi apenas regressar. Soube disso mal aterrei no aeroporto de Nova Iorque e depois, durante muitos anos, falando, vendo, lendo, ouvindo e escrevendo, fui sabendo melhor porque nasci na América, e a amei por isso.

O amor é um sentimento confuso: não tem fronteiras fixas, razões que lhe bastem, é inútil tentar controlá-lo: é ele que nos apanha, nos leva consigo e depois nos deixa, para que, sempre outro e o mesmo, tome de novo conta de nós. A América foi o lugar que permitiu ao meu avô materno vencer a fome e a miséria, o primeiro, da minha minúscula família, a ler livros e jornais, a apreciar música, a cultivar o ócio que permite pensar. Nunca deixo de lho agradecer e pedir ao meu filho que nunca esqueça de onde viemos. A minha família nasceu na América – curiosamente numa pequena cidade a uns dez quilómetros do lugar onde foi construída por judeus portugueses, livrados do Santo Ofício da Inquisição, a primeira sinagoga da América do Norte, com o peculiar nome de Touro.

Voltei a nascer na América quando quis ser astronauta e vivi empolgado, com oito ou nove anos, a fantástica aventura da conquista espacial. Depois nunca mais deixei a América. Eu acreditei que a justiça, sempre de novo derrotada, vivia na América, que John Ford era mais do que realizador de cinema mas quem fizera do cinema a arte do século XX, que nada seria mais fascinante do que passar uma tarde com o Andy Wahrol a falar do que a América quer dizer. E, como se não bastasse, havia o Pollock e o Rothko, e havia o Miles e o Chet, e havia Duchamp e Frank Lloyd Wright, e uma maravilhosa criança chamada Marilyn Monroe. E ainda teve tempo de inventar tudo o que faltava inventar: a luz eléctrica, a pílula, a internet. Claro que ninguém pode ignorar a violência, a discriminação, as bombas de napalm. A América não é um país com problemas. A América é o país que mais problemas tem, sempre teve. Tudo está na vontade de os resolver. E a América, é, sempre foi, antes de mais, vontade.

Eu já não amo a América. Estou cansado, velho e desiludido. Se a Europa morreu nos fornos de Auschwitz, a América sofreu um ataque cardíaco no 11 de Setembro. Ter ganho a Guerra Fria, oferecendo-nos cinquenta anos de paz e riqueza, deixou-a falida económica e, sobretudo, moralmente. Já não tem alma para gritar: somos os melhores, porque o merecemos. A liberdade, não de escolher entre isto ou aquilo, mas de poder fazer o que deve ser feito, custe o que custar e sem aguardar recompensa, perdeu a sua última possibilidade. Num mundo estilhaçado onde já ninguém sabe quem é, berrando o contrário, a vontade da América deixou de querer ser simplesmente o que é, vontade. Deixei de amar a América. Não vou amar mais.

Pedro Paixão

(in Sapo.pt)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Coisas que me tiram do sério

mas que hoje fizeram-me rir que nem uma perdida. Ora escutem...

Ando de cabeça cheia. No próximo sábado até quarta feira à noite vou estar de retaguarda às netas e ao genro, porque a minha filha vai para fora mas em serviço. Depois na próxima quarta logo pela manhã, se a neta não nascer até lá, a minha filha mais nova baixa ao hospital. Uma chega de viagem, outra no hospital e eu "num sufoco" entre o ir buscar as netas, fazer a janta e esperar por... JÁ NASCEUUUUU...MÃE JÁ CHEGUEI VAMOS AGORA PARA CASA!!!!

Mãe que é mãe, sozinha, velha e taralhoca, alturas como estas faço coisas tão absurdas, desde falar com os móveis que coitados só me ouvem e soltar assim uns palavrões, sabem, não sabem? é tudo ao mesmo tempo, já não dou para as encomendas etc e tal...mas fico sempre muito mais aliviada! Mas falo baixinho não vá alguém chamar o 112!

Levantei-me com as galinhas, arranjei-me muito bem disposta e fui ao pão, mas resolvi ir o mais longe possível para andar um pouco mais. Sentia-me incomodada e pensei, raio que me parta já emagreci de novo e as calças bailam e quem inventou a roupa devia ser fuzilado. Tudo me picava...arrreeeee!

Entrei no café com a mesma disposição de sempre, um cumprimento sonoro e pedi um café sem moinho (odeio o barulho desse malvado) e duas carcaças. O Sr. X...disse a rir-se ...ena hoje a senhora vai ter uma prenda. Eu? Porquê? Olhe para si...tem a t-shirt do avesso.

Soltei uma gargalhada, saboreei o café (sempre ao balcão) entre dois dedos de conversa e vim calmamente no habitual bom dia com quem se cruzou comigo.

Cheguei a casa e fiquei aparvalhada de todo: Acham normal vestir tudo do avesso: cuecas, soutien, calças de ganga e t-shirt?

Como hoje foi dia de sair com a minha mãe, não lhe disse nada, porque se soubesse dir-me-ia o que oiço desde que me conheço como gente: oh rapariga despistada, andas sempre de cabeça no ar!

Pois é, quando estacionei o carro, fechei a porta e pus-me na palheta com um vizinho meu e esqueci de fechar as janelas. Passado tempões e no melhor "ponto" de ténis do US OPEN, batem à porta...vizinha tem o carro com os vidros abertos.

Não lhe digam por favor porque mãe que é mãe...tem quase sempre razão:)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Vamos Sorrir - 10



(...)
Vou mostrar-vos uma nova terra
Agora sem guerra
Angola, do meu coração

Mangolé não se deixa
Não vacila a hora é essa
Dá-me a tua mão

Para junto comigo bombar
Nossa Angola juntos levantar
Angola, do meu coração

Letra e Música: Matias Damásio

sábado, 3 de setembro de 2011

Depois de...

uma semana de SOS Avó hoje e amanhã estarei assim mas com um olho nos Campeonatos do Mundo de Atletismo (Coreia) e no US OPen - Ténis (States)













mas se quiseres também cabes mas avisa ok?

(foto Google)