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segunda-feira, 14 de julho de 2025

ACTUALIZAÇÃO DO MEU ESTADO DE SAÚDE


Aos poucos estou a melhorar com a nova medicação e já consigo andar sem canadiana. Vou fazendo as coisas devagar e devagarinho e zero esforços. Forço-me a comer porque perdi o apetite também não consigo estar a ler.
Ao longo da minha vida tive vários surtos mas como este nunca e como diz o KK é lixado e a médica também diz que nunca tive idade que tenho.

Hoje estou bem melhor!
Obrigado pelo o vosso apoio!

Beijocas e um bom dia!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

A HISTÓRIA QUE A MINHA MÃE CONTA SEMPRE QUE FAÇO ANOS

 

26 de Janeiro de 1951

Decorria o mês de Janeiro, último da chegada de mais um rebento. O calor era imenso, como era imensa a sua barriga que mal podia andar. Depois das lides habituais e com a sua nova companhia, descansava numa cadeira à sombra da mangueira. No colo um cesto cheio de maçãs que habitualmente comia durante a sua gestação. 
Passou um avião e de olhos postos no céu, pensava se o seu marido chegaria a tempo de estar presente na hora em que o seu segundo filho ou filha cumprimentaria o mundo. A sua lavadeira, conhecedora do assunto, abeirando-se e pondo a mão curtida sobre a sua barriga, numa carícia disse-lhe: tá quase e acredite que vão ser dois. Tu não me digas isso, porque assustada já estou eu!!!! Tenha calma menina, porque os deuses vão estar do seu lado e eu, mais a MR e a Dª. Carmo parteira vamos ajudar a senhora. 
Era linda, muito linda e duas lágrimas caíram dos seus não menos lindos olhos verdes acastanhados. Pegando na sua filha com 2 anos, entrou em casa! Sentou-se de novo na máquina de costura e voltou a pegar na agulha e linha, um dos seus ganha pão!
Os dias foram decorrendo normalmente preenchidos por muito trabalho, longas caminhadas na entrega das suas costuras e tratando da sua filha.
Estafada deitou-se e adormeceu, mas por diversas vezes acordou num incómodo constante.
Na madrugada do dia 26 de Janeiro de 1951, sexta-feira, pelas dores que sentia, sabia que tinha chegado a hora.
Calmamente abriu a persiana e o sol já nascia no horizonte no seu aviso africano de que seria mais um dia de grande calor! Sem hora certa, também o seu marido chegaria de viagem.
Sentou-se na cama a sentir a brisa matinal e o pontapear cada vez mais forte do seu bebé.
Olhou para a mesinha de cabeceira. Pegou nos dois bilhetes para a grande estreia do toureiro Diamantino Viseu e aceitou com resignação o facto de que não poder ir. A sua filha ainda dormia com a MR.
Foi ao quarto da lavadeira e mediante os sinais mais que visíveis, pediu-lhe que fosse chamar a sua grande amiga TZ e a DªCarmo parteira, é para já minha senhora e atando melhor o lenço na cabeça (gesto que fazia quando ficava nervosa) foi num pé e veio no outro, no seu sonoro e gestual “ai ué mamã, ai uéee”.
Preparou o quarto com a MR, pondo tudo a jeito e entrou em trabalho de parto às 7h e 30, rodeada pelas referidas amigas eternas.
Depois de uma longa espera e muito sofrimento, pelas 14h e 30, nasceu uma menina e outro, que pelo massa morta e disforme num aglomerado de carne, cabelos e ossos não deu para perceber o sexo, mas eram gémeos. De imediato foi chamado um médico enquanto tratavam da “gordinha” com quase 5kg que depois de lavadinha e perfumada, num chambrinho feito pela jovem mãe, adormeceu ao seu peito. O médico confirmou que de facto eram gémeos falsos, mas que tinha havido um bloqueio no cordão umbilical o que originou o “seu não progresso”, mas que quer a mãe nos seus 20 anos, quer a “gordinha” estavam de perfeita saúde.
Ah “mia siôha” como é linda e "sabi"? vai ser uma lutadora então não viu “os bagunça onde ela "virveu" nos nove luas”? Tadinha e pondo um ar sério no seu rosto preto, tocando a “gordinha” com aquelas mãos curtidas, balbuciou no seu dialecto...as preces aos seus deuses, terminando com um sorriso tão lindo e meigo. Agora “discansii tá”?
Repousava quando o seu marido chegou pelas 16 horas, indo direitinho ao quarto, mas com a frustração estampada no rosto (outra menina?), saudou-as efusivamente e deu um beijo às duas. Com mil pedidos de desculpas tão esfarrapadas mas acatadas com um sorriso, lá foi ele com uns amigos a caminho da dita tourada, todo bonito e penteado com brilhantina, porque de facto era um homem com muito charme.
A bela jovem de olhos castanhos esverdeados ficou com as suas meninas e as visitas constantes de toda a vizinhança.
Anoitecia e pelas 18h,30 o seu marido regressou! Trazia na mão um enorme ramo de malmequeres! Abeirou-se dela, beijou-a e disse: ofereço-te com carinho o que encontrei em cima do carro! 
Pegou de novo na “gordinha” que dormia longe, bem longe da luta interior de uma jovem, que mal ele saiu do quarto, mandou a TZ pôr o ramo no caixote do lixo.
Ele ao ver passar o ramo pela sala onde se encontrava a jantar...nada disse, porque sabia que não tinha procedido corretamente.
Uma ano depois em Março de 1952 nasceu o primeiro rapaz e assim foi por mais duas vezes, num total de cinco filhos.
Entre altos e baixos, foram felizes, muito felizes porque de facto o amor entre os dois era imenso, como foi imensa a luta árdua que tiveram para criar a sua prol.
💕💕💕💕💕💕💕💕💕💕💕💕💕💕💕💕💕💕💕💕
A “gordinha” SOU EU, que anteontem ao fazer 71 anos conto-vos uma história sucinta, mas real e simples, que ouvi vezes sem conta e que consta num livro branco que ela escreveu sobre a sua vida e que deu uma cópia a cada filho
Que rica peça que saí ... hem??!!!!

FIM

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

GESTOS SIMPLES

Como já vos disse, nesta época compro apenas umas caixas de bombons, já que as restantes lembranças  para os meus é durante o ano e guardadas no baú.

As ditas ficam ali à porta da entrada, devidamente embrulhadinhas e são sempre para quem eu vir que merece ser surpreendido.
Pois bem, ontem e hoje foram as duas últimas.
Há duas semanas que a varredora da minha rua é nova por aqui. Sempre a cumprimentei coisa que muitos não fazem. Uma mulher curtida pelo tempo, muito mais alta do que eu, pesada no seu andar mas que faz bem o seu serviço tão árduo e que muitos não respeitam, porque deitam para o chão o que trazem e principalmente onde já tinha sido varrido!
Abeirei-me dela, cumprimentei-a e disse-lhe: não leve a mal mas o meu Pai Natal deixou isto para a Senhora, uma pequenina lembrança pela sua enorme utilidade, manter limpo o que todos sujamos.
Mas...ohhhhh minha senhora, nunca me fizeram tal e a chorar deu-me dois beijos!

A outra...
Há um jovem toxicodependente que dorme num vão de escada exterior de um prédio aqui bem próximo. Já o levaram para um acolhimento, já o ajudaram na igreja, já, já...mas prefere continuar na dele e dormir numa caixa de cartão embrulhado num cobertor!
Vai sempre para o seu abrigo por volta 22h ou 22,30.
Por vezes levo-lhe comida ainda quentinha, outras um maço de tabaco e à bocado fui levar-lhe a prendinha e disse-lhe que tinha sido do Pai Natal! Fiquei tão feliz com o seu sorriso!

Coisas reais desta doida que vos deseja uma boa ceia riam, riam, confraternizem em abraços carinhosos, beijos, afagos e pensem que vale a pena viver a 100% um dia de cada vez fazendo "GESTOS tão simples!

Beijos para quem por aqui passar!
Escrito e feito a 23 de Dezembro de 2006
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Hoje a varredora da rua é outra mais jovem a quem dou durante o ano e sempre que posso algo de comer(bolo, sandes, etc) . Falo com ela e já melhorou muito o seu português porque é mexicana. Por vezes é mal tratada por gente parva e digo-lhe para não ligar.
Do jovem que falo, hoje muito mais crescido, largou as drogas e trabalha numa associação. Raramente o vejo mas quando acontece fala comigo e nem parece o mesmo.
Desde que moro aqui faço "sonhos de abóbora" também distribuo pelos vizinhos ou seja:
Continuo a "ser como sou e não sei deixar de o ser"
BOM FIM DE SEMANA

terça-feira, 28 de setembro de 2021

DESPISTADA OU NEM POR ISSO?

 









Alguém sabe dizer-me a razão, o porquê? de eu bater com a cabeça nos vidros das portas e por vezes nos de uma montra qualquer?

Depois se diz: "empurra" eu "puxo" e se diz "puxe" eu empurro".

Chiça que é por demais!!


NOTA:
Na casa dos meus pais, após percorrer o quintal tínhamos uma varanda e para entrar em casa era através de uma porta de vidro enorme, já que as de madeira estavam sempre abertas. Eu (com 10 anos) e o meu irmão (com 9 anos) fazíamos corridas para ver quem chegava primeiro e fechávamos a porta ao que ficava para trás.
Um dia meto a mão no puxador - pensava eu - mas enfiei a mão e braço pelo vidro adentro. Fiz um golpe do punho até a meio do braço. Fiquei a olhar para o braço e o meu irmão berrava que nem um cabrito desmamado.

Levei, dois bofetões (bem merecidos) da minha mãe a caminho do hospital, e porque na altura não suturavam, só levei cinquenta e cinco agrafes e embrulhado numa tala.
Tive sorte não ter cortado nenhum tendão apenas o "toucinho e pequenos vasos sanguíneos".  Recordo que queria ir à escola e fui mas com dois motivos, um mau e outro bom:

O mau - a professora já não me prenderia a mão esquerda e já que escreveria com direita

O bom- como toda a criança enquanto durou fui o centro das atenções dos colegas e sobretudo dos professores que andavam sempre a ver por onde andava não fosse fazer das minhas e não me recordo bem como subi para o muro da escola...mas foi apenas uma vez:))))

Nunca gostei de vidros e sei que os de hoje têm muito mais segurança, mas não me falem em copos...sou um desastre:) dai,  em casa das filhas ter sempre um copo em plástico.:)

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

DE VOLTA AO MEU ACONCHEGO COM AS PILHAS CARREGADAS

1- Obrigado a todos que responderam no post anterior.

2- Foram uns dias bem passados com idas à praia e Lar. A praia...pois muita neblina e vento frio o que me obrigava a pirar antes que me fizesse mal. Por duas vezes fui ver o pôr do sol e estava muito agradável.
A minha mãe continua no mesmo registo e não há volta a dar. Podia ir dar uma volta e a palavra de ordem foi e é "não". Também fiz uma grande limpeza à casa da filha e dormi sempre muito bem.

3- Só abria a televisão à noite e o mundo está louco porque o que está a acontecer no Afeganistão sobretudo no aeroporto leva-me a 8 de Novembro de 1975 onde passei o mesmo...dois dias e duas noites e com uma filha de 6 meses. Consegui sair mas tanta gente ficou para trás. As atrocidades de uma guerra civil são iguais a muitas e sobre isto não quero falar mais!

4- Regressei há pouco e agora vou arrumar a bagagem que é pouca mas não gosto de deixar para amanhã o que posso fazer hoje e fazer o almoço!

5- Irei visitar-vos o mais breve possível.

6- Beijocas deste TIR😂😍😎